Arie Halpern: modelo de gestão das fintechs acelera projetos de inovação no mercado financeiro

Arie Halpern: modelo de gestão das fintechs

Arie Halpern: modelo de gestão das fintechs acelera projetos de inovação no mercado financeiro

De alguns anos para cá, as fintechs, startups que oferecem soluções tecnológicas na área financeira, começaram a “causar” no mercado. De empréstimos pessoais e corporativos à administração de renda e orçamentos, os serviços oferecidos por essas pequenas notáveis se diferenciam por prometerem maior transparência e menos burocracia. A expansão do modelo descomplicado e eficiente tem despertado a atenção de grandes instituições – e, de certa forma, as incomodado.

Levantamento realizado pela PwC, intitulado How FinTech is shaping Financial Service, com um universo de 544 executivos do setor financeiro de 46 países, mostra que 83% dos entrevistados, entre CEOS, CIOs e gerentes seniores, acreditam que, em cinco anos, seus negócios podem estar em risco em decorrência da expansão das fintechs.

As tecnologias disruptivas estavam no radar do setor financeiro, antes mesmo do surgimento das startups, mas, a partir do surgimento delas, esses projetos ganharam força e velocidade. O cliente está no centro dessa movimentação. 75% dos executivos ouvidos pela pesquisa consideram que o maior impacto das fintechs em seus negócios é o de tornar as instituições mais focadas na experiência do consumidor.

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No Brasil, que conta com 130 fintechs, a reação dos conglomerados financeiros já começou. Segundo reportagem publicada na revista “Época Negócios”, o Bradesco possui uma equipe especializada que, há três anos, viaja para o Vale do Silício, na Califórnia, e para Londres, para pesquisar novidades digitais e, dessa forma, atualizar sua estrutura. Para praticar a inovação interna, o Itaú Unibanco criou o Projeto Cubo, estratégia de co-working que reúne empreendedores, entidades, investidores, universidades e corporações para a elaboração de novos negócios em um mesmo ambiente.

Uma outra estratégia para fazer frente a essas startups é ir às compras. De acordo com o levantamento, 78% dos executivos são favoráveis à integração das fintechs aos seus modelos de negócio. Dessa forma, acreditam, fica mais fácil integrar a tecnologia financeira encontrada nas startups de uma maneira segura e flexível. O banco Santander incorporou aos seus serviços a ContaSuper, fintech de cartões pré-pagos com atendimento totalmente eletrônico. Com isso, segundo o portal InfoMoney,  o banco pretende adquirir uma fatia de mercado a que antes não tinha acesso e, ao mesmo tempo, acelerar sua entrada em um mundo financeiro 100% conectado.

Concorrente ou parceira nos negócios, o fato é que as startups estão provocando mudanças no mercado financeiro em favor do consumidor, que ganha com toda essa movimentação a  oferta de serviços financeiros inovadores e mais diversificados.

 


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