Era digital exige atenção com senhas pessoais, diz Arie Halpern

Na era digital, a segurança dos usuários é garantida pelas senhas, que protegem redes de wifi, contas de email, contas bancárias, acesso à smartphones e redes sociais, entre outros. A maior parte dos usuários de senhas digitais, no entanto, não tem feito um bom trabalho ao cuidar da segurança de seus dados e ainda não se preocupam de verdade com a segurança de suas senhas pessoais, diz Arie Halpern, economista e empreendedor com foco em inovação e tecnologias. Sem falar que as pessoas esquecem ou se confundem com a enorme quantidade de senhas que  precisam memorizar.

A companhia de gerenciamento de senhas e segurança digital Keeper publicou um relatório revelando as senhas mais utilizadas em 2016, mostrando que as pessoas continuam relapsas com sua segurança online. A Keeper analisou 10 milhões de senhas que vieram a público graças a falhas de seguranças de diversos lugares para escrever o relatório. A senha mais usada do ano passado foi “123456”, usada por 1 em cada 5 usuários e que também havia sido a senha mais popular de 2015. Outras bicampeãs foram  “11111”, “qwerty” e “password” (“senha”, em inglês). Como os usuários não cuidam da segurança de suas senhas, cabe às  empresas fazer esse trabalho, exigindo senhas com número mínimo de dígitos, caracteres especiais e números. “O ideal é utilizar números, letras maiúsculas e minúsculas e símbolos, sempre em diferentes combinações”, diz Arie Halpern. Outro cuidado importante é usar senhas diferentes para cada site que você se cadastrar, acrescenta.

Nos ano passado, uma das vítimas de sua própria senha fraca foi nada menos que o CEO do Facebook, Mark Zuckerberg. Ele foi hackeado em junho de 2016 em três redes sociais diferentes – Instagram, Twitter e Pinterest – pelo mesmo grupo de hackers, que vazou que Zuckerberg utilizava a mesma senha “dadada” para todas elas.

Para aumentar a segurança no mundo digital, as empresas estão buscando alternativas para os “passwords”, que, além de serem fracos, podem ser esquecidos pelos usuários, criando dificuldades. Uma das soluções é o chamado ActivPass, desenvolvida por um grupo de engenheiros. O software é capaz de se conectar com os dispositivos de mensagens de seu dono, reconhecendo o nome da última pessoa para quem foi enviada uma mensagem. As senhas, então, seriam sempre trocadas para ser o nome dessa última pessoa, facilitando a vida o usuário e dificultando o trabalho dos hackers.

Para smartphones, foi apresentada outra solução. A Microsoft anunciou o desenvolvimento de um sistema para a linha de celulares Lumia que tira uma foto do usuário e reconhece sua íris, validando assim sua identidade e desbloqueando o aparelho.

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