Na maior feira de startups, empresas apostam no empoderamento do usuário, destaca Arie Halpern

Empresas no mundo todo estão apostando no empoderamento do usuário, destaca Arie Halpern

Na última semana aconteceu em Nova York (Estados Unidos), entre os dias 15 e 17 de maio, o TechCrunch Disrupt, a maior conferência mundial de startups. Nomes conhecidos do setor marcaram presença por lá, além de várias empresas iniciantes em busca de aceleração. Para quem é ligado em novidades no campo da tecnologia e inovação, a feira criada pelo site TechCrunch, assim como o evento anual South By Southwest (EUA), que também conta com a presença das artes, são fundamentais para entender o que pode virar tendência no mundo dos negócios. Este ano, na maior feira de startups, empresas apostam no empoderamento do usuário, destaca Arie Halpern, economista e empreendedor com foco em inovação e tecnologias disruptivas. Abaixo, ele sublinha alguns dispositivos destinados a facilitar o trabalho de programação. “O desenvolvimento de linguagens de programação mais acessíveis, se for bem-sucedido, pode alterar a relação das pessoas com a tecnologia de uma maneira extraordinária. E algumas startups demonstram a preocupação em promover esse empoderamento dos usuários”, diz Halpern.

O domínio da língua sempre foi um instrumento de poder político e social. Na era atual, ao lado da língua, podemos incluir o domínio da linguagem das máquinas.  Há inclusive quem diga, acertadamente, que, no futuro, saber programar será tão importante quanto ler e escrever. Nesse sentido, ganha relevância a ideia apresentada na feira pela empresa francesa Deep Algo. A startup pretende tornar as linguagens de codificação mais acessíveis para a grande população.

O sistema funciona apresentando um formulário de classificação que ajuda o usuário iniciante a determinar exatamente o que quer de um pedaço de código. A partir daí o sistema o orienta, por meio de fluxogramas, a desenhar as ações que deseja por meio do código de programação.

A codificação foi tema de outro projeto apresentado no TechCrunch Disrupt, mas este dedicado aos desenvolvedores. O CodeCorrect busca meios de encontrar mais rápida e eficientemente soluções para erros comuns em montagem de códigos. O objetivo é reduzir a quantidade de tempo e energia dos desenvolvedores e ajudá-los a aperfeiçoar os programas. A solução encontrada foi automatizar o processo de busca de falhas para encontrar a solução ideal e implementá-la sem qualquer intervenção humana.

Para Arie Halpern, quanto mais acessível for a linguagem de programação, melhor será para os usuários. “Hoje utilizamos uma quantidade enorme de programas e sistemas que constituem verdadeiras caixas pretas que só especialistas conseguem decifrar. Por trás disto há razões de segurança e de direitos, mas o fato é que essa assimetria de informação, entre usuários e desenvolvedores, também nos torna vulneráveis. Resolver esse conflito é um desafio para o futuro”, completa.


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