Nasa e Agência Espacial Europeia vão alterar trajeto de asteroide

Há algumas décadas, quando os cientistas formularam a hipótese de que os dinossauros foram extintos pelo impacto de um grande asteroide que atingiu a Terra, esse tipo de catástrofe entrou no imaginário popular. Se isso já aconteceu uma vez, não poderia se repetir e colocar fim à vida humana no planeta como a conhecemos? De fato, se houvesse nos dias de hoje o impacto de um objeto celeste tão grande quanto aquele que acabou com o período Jurássico, não teríamos chance de sobreviver. 

Com essa perspectiva, os cientistas têm trabalhado para identificar asteroides que estejam em rotas próximas ao do nosso planeta, e, ao mesmo tempo, pensado em alternativas para prevenir um eventual impacto que pudesse ser calculado com antecedência. Agora, pela primeira vez, foi anunciado que haverá uma missão para testar a possibilidade de desviar um objeto celeste a milhões de quilômetros de distância, num procedimento que os técnicos chamam de “deflexão”. 

O corpo que vai servir para o teste é Dimorphos, uma lua orbitando o asteroide Didymos, próximo à Terra. A missão tem duas etapas. Num primeiro momento, a Nasa e a Agência Especial Europeia vão enviar até o asteroide um sistema de filmagem e medições que será instalado nele. Em seguida, vão disparar um projétil chamado DART, que colidirá a uma velocidade de 23,8 mil km/h. A ideia é que o impacto e a alteração da rota sejam bem identificados pelos equipamentos previamente instalados. A expectativa é que a velocidade de orbitação de Dimorphos em relação ao corpo celeste Didymos, seu “gêmeo”, seja alterada em alguns minutos. “O que estamos prestes a assistir é a realização de um sonho, de uma perspectiva que só existia na ficção científica, e que pode ser um legado que vai em algum momento ser decisivo para a própria continuidade do ser humano no planeta”, diz o especialista em tecnologias disruptivas Arie Halpern

Impacto em 2013

O último impacto significativo de um asteroide na Terra ocorreu em 2013, na região de Chelyabinsk, na Rússia. Ele explodiu no ar, liberando 20 a 30 vezes mais energia do que as primeiras bombas atômicas. O impacto danificou mais de 7 mil edifícios e feriu mais de mil pessoas, quebrando janelas a 93 km de distância.

Com informações: Nasa; Agência Espacial Europeia; CNN Internacional; UOL; BBC Brasil. 

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