“Nenhum produto pode ficar indiferente à inovação tecnológica, nem mesmo as malas de viagem”, diz Arie Halpern

“Nenhum produto pode ficar indiferente à inovação tecnológica, nem mesmo as malas de viagem”, diz Arie Halpern

As malas de viagem evoluíram lentamente nos últimos anos, mas finalmente começam a ser tocadas pela revolução tecnológica e digital. Desde que ganharam rodinhas e as alças telescópicas – o que ocorreu há quase há quase 50 anos foram poucas as melhorias. Em geral, estas restringiram-se ao uso de materiais mais leves ou mais resistentes e a variações nos tipos de rodas e alças. Agora, algumas novidades prometem revolucionar a experiência dos viajantes e facilitar muito a sua vida. “Nenhum produto pode ficar indiferente à inovação tecnológica, nem mesmo as malas de viagem”, diz Arie Halpern, economista e empreendedor com foco em inovação e tecnologias disruptivas.

Prestes a chegar ao mercado, o produto oferecido pela Travelmate é uma mala autônoma ou mala-robô. Ela pode ser puxada pela alça, como uma mala convencional, mas a sensação é vê-la seguir o dono ou a dona, que ela reconhece graças à conexão com seu celular. Ela é inteligente para desviar de obstáculos e desloca-se tanto na posição vertical como na horizontal – neste caso, pode inclusive funcionar como um carrinho para transportar outras bagagens.

Entre as novas funcionalidades incorporadas às malas estão sistemas de localização (GPS), balanças e dispositivos de segurança, como o uso de leitura ótica das digitais do usuário para o destravamento. Estão vindo também nessa safra entradas para recarga de celulares e outros equipamentos eletrônicos. Ou seja, são vários indícios de que os fabricantes estão atentos às novas necessidades dos viajantes. A Bluesmart Luggage, por exemplo, foi pensada como diz seu criador Tomi Pierucci para “evitar o sofrimento em viagens”. Ela inclui uma balança digital, um rastreador GPS e é bloqueada automaticamente quando está muito longe do celular de seu dono.  “Nós queremos lembrar o viajante de fazer sua mala um dia antes da viagem. Queremos oferecer um Uber quando o avião aterrissar e queremos notificar seu hotel se o seu voo atrasar”, comenta Pierucci sobre as pretensões de seu produto.

Stephaney Korey, co-fundadora da marca de malas Away, prefere chamar seu produto de “pensante”, e não de “inteligente”. As soluções oferecidas por seu produto estão ligadas a experiências dos seus clientes. Oferecer uma alternativa para recarga de celular e computador, manter as roupas usadas longe das limpas ou projetar rodinhas que andem sobre chãos irregulares estão entre suas apostas para agradar o consumidor. “Nós pensamos sobre como as pessoas arrumam suas malas, o que fazem no aeroporto e quando chegam ao hotel”, conta ela.

Há ainda os modelos da Fugu que, com a ajuda de uma bomba de ar interna, promete solucionar o problema de espaço das malas de viagem quando estão ociosas apenas ocupando espaço no armário. E há também modelos que abusam da criatividade. O que dizer, por exemplo, de uma mala motorizada, equipada com um assento e que pode transportar uma pessoa à velocidade de 13 km/h?. Não se deve duvidar que, em um futuro próximo, elas comecem a voar, como os drones.


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