Notre-Dame: conheça os robôs e drones que ajudaram a combater as chamas

Um trio formado por um robô e dois drones foram os principais recursos usados pelos bombeiros parisienses para debelar o fogo na Catedral de Notre-Dame. Acionados somente meia hora depois de ter soado o primeiro alarme, eles chegaram ao local  quando as chamas já haviam se alastrado. Com o risco de desabamento do teto e a alta temperatura no interior, a ordem do comandante foi recuar.

Quem avançou pela escadaria do prédio em estilo gótico foi Colossus. Um robô com menos de um metro de altura, equipado com uma câmera de alta definição (HD) 360º e um canhão de água. À prova de fogo, água e radiação térmica, ele é controlado por rádio. Assim, os bombeiros puderam identificar os focos e combater as chamas.

De fabricação francesa, o Colossus não é o único robô desenhado para combater fogo. Empresas como a americana Lockheed Martin e a chinesa Howe Technology também têm seus modelos.

No ar, sobrevoando a Catedral, dois drones também equipados com câmeras HD orientaram a posição dos jatos de água na parte de cima. As imagens captadas pelos drones certamente contribuíram para que fossem preservadas as duas torres do campanário. É possível também que os bombeiros franceses usem recursos de realidade virtual para investigar as causas do incêndio.

Arquivos bem guardados

Com 850 anos e já tendo passado por algumas reconstruções e restaurações, seria provável supor que não exista documentação detalhada da estrutura e dos detalhes da Notre-Dame. Não fosse a tecnologia digital e a obsessão de um arquiteto dedicado ao estudo de obras medievais.

Em 2010, o já falecido professor Andrew Tallon produziu uma réplica digital da catedral. Durante cinco dias, usando um laser scan 3D, ele registrou todos os detalhes do interior e exterior da Notre-Dame. “Ainda que não seja possível reconstruir a Catedral exatamente como era, ter imagens tridimensionais detalhadas é um importante ponto de partida para decidir o que será feito”, pondera Arie Halpern, especialista em tecnologias disruptivas.

O detalhe inusitado é que ainda não se sabe ao certo onde está o arquivo com cerca de 1 terabyte do professor Tallon.