Nova aposta das empresas de tecnologia, metaverso leva a interação virtual a um novo patamar

A notícia de que o Facebook vai investir US$ 50 milhões para criar seu próprio metaverso e, inclusive, pretende mudar o nome da empresa, fez com que aumentassem as buscar pelo termo. Semanas antes, mas com menos repercussão, a empresa de jogos eletrônicos Epic Games, criadora do Fortnite, também anunciou investimento de US$ 1 bilhão para desenvolver seu metaverso.

As manchetes trouxeram para muitos de nós a interrogação sobre o que é isto que vem sendo apontado como o futuro da internet e atraindo o interesse de empresas de tecnologia bem-sucedidas. Na verdade, nem a própria definição de metaverso é um consenso universal.

Alguns o definem como uma nova versão de realidade virtual, que reúne diferentes espaços virtuais em 3D, conectando vários ambientes digitais. Uma espécie de mundo paralelo em que cada pessoa teria seu avatar.

Uma realidade similar à que temos hoje nos jogos eletrônicos, mas que seria usada também para o trabalho, entretenimento ou qualquer outra atividade.

Os especialistas em tecnologia, em geral, consideram metaverso plataformas digitais que incluem aspectos como: conjuntos de recursos que se sobrepõem a serviços da web mais antigos ou atividades do mundo real; computação gráfica 3D em tempo real e avatares personalizados; interações sociais entre pessoas para finalidades que não sejam jogar; suporte para usuários que criam seus próprios itens e ambientes virtuais; links para transações que possibilitem lucrar com bens virtuais; e design adequado para fones de ouvido ou óculos de realidade aumentada e virtual.

Conexão de diferentes universos virtuais em 3D

Porém, o metaverso não se restringe a um conjunto fixo de atributos. Ele remete a algo mais ambicioso, um universo ou ambiente virtual. E, embora, os CEOs do Facebook e da Epic Games tenham se apropriado do termo ao fazerem seus anúncios, ele não é um produto de uma empresa. Essas iniciativas farão parte de uma espécie de grande rede social em 3D.

Ao que parece, os criadores de jogos lideram esta corrida. O Fortnite vem ampliando seus negócios, com shows e eventos de marcas em seu mundo digital. Outras, como a Roblox, reúnem em sua plataforma milhares de jogos conectados a um ecossistema maior, no qual os jogadores podem interagir. A Unity, que desenvolve aplicativos em 2D e 3D, está investindo nos chamados gêmeos digitais, e a Nvidia está construindo uma plataforma para conectar mundos virtuais 3D.

“Embora existam muitas definições do que é metaverso (ou do que ele pode vir a ser), praticamente todas partem da premissa de um ecossistema de interação social. De concreto, temos apenas que a tecnologia e a conectividade avançaram o suficiente para levar a realidade virtual a um outro patamar”, diz o especialista em tecnologias disruptivas, Arie Halpern.