Nova pílula fica no estômago para liberar remédio aos poucos

Pesquisadores do Instituto Tecnológico de Massachussets (MIT), em parceria com a empresa de saúde Lyndra, desenvolveram uma pílula capaz de se alojar no estômago do paciente  por 7 a 10 dias e liberar a medicação em partes, segundo o portal Gizmodo. A ideia é facilitar a vida de pacientes que precisam tomar o remédio por vários dias e evitar que as pessoas se esqueçam de tomar suas pílulas.

Após ser engolida, a pílula, desenvolvida em um sistema chamado “ultra long-acting oral drug delivery” (entrega longa de drogas por via oral, em inglês), se abre em um formato de estrela, que evita que o medicamento saia do estômago e permite que a comida passe por ela sem causar problemas. Aos poucos, a estrela vai se desmembrando e liberando a medicação no trato digestório do paciente.

“Essa tecnologia promete ressignificar a velha definição sobre a ação de longas terapias orais”, afirmou o coautor do estudo Robert Langer em comunicado oficial, como informado pelo portal Business Wire. “As tecnologias atuais de liberação prolongada e sustentada atingem níveis séricos terapêuticos durante 12 a 24 horas. A tecnologia da Lyndra se destaca por prolongar esse período de tempo para mais de uma semana. A implicação disso para pacientes é enorme.” A pílula também é feita de materiais poliméricos, capazes de resistirem à força do sistema digestivo.

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