Novas técnicas criarão baterias cada vez mais eficientes, diz Arie Halpern

Inovações tecnológicas trarão baterias mais eficientes, diz Arie Halpern

Inovações tecnológicas trarão baterias mais eficientes, diz Arie Halpern

Dispositivos tecnológicos são um grande auxílio no mundo moderno, mas é sempre um desconforto ficar sem bateria em situações  inesperadas ou ter de se lembrar de carregar cada equipamento de tantas em tantas horas. Além disso, o descarte incorreto de baterias pode causar grandes danos ao meio ambiente. A boa notícia é que, felizmente, cientistas do mundo todo estão interessados em desenvolver modelos de baterias mais eficazes, duradouros e menos agressivos ao planeta. As novas tecnologias de armazenamento de energia trarão baterias cada vez mais eficientes, diz Arie Halpern, economista e empreendedor com foco em inovação e tecnologias disruptivas.

As baterias atuais são feitas com lítio, um tipo de metal alcalino, e, apesar de terem um bom custo benefício e uma boa capacidade de armazenamento, são extremamente danosas para o meio ambiente. Esse tipo de bateria, chamada de íon lítio, criou inúmeros problemas para a empresa Samsung, cujos smartphones da linha Galaxy Note 7 explodiram e pegaram fogo, colocando a vida de vários usuários em risco até que a empresa ordenou um recall de todos os aparelhos. As explosões acontecem porque o líquido que fica dentro das baterias de lítio é inflamável. Caso ocorra algum tipo de curto-circuito na bateria, os pedaços plásticos do celular não são suficientes para conter o fogo.

Uma companhia de Massachussets chamada SolidEnergy System desenvolveu uma nova bateria de lítio, apelidada de “metal lítio”, que pode dobrar o tempo de funcionamento de um aparelho celular e diminuir o tempo necessário para recarga. Esse novo modelo, que corre menos risco de curto-circuito, pode até mesmo ser usada em carros elétricos. Outra empresa que está desenvolvendo produtos no setor é a israelense StoreDot. Ela criou um protótipo de bateria que utiliza tecnologia de ponto quântico capaz de recarregar em pouco tempo. Esses pontos são pequenos nanocristais bio-orgânicos e bons condutores. “Ainda há um longo caminho para que baterias inovadoras entrem no mercado de forma viável, mas esses projetos são os primeiros passos para chegarmos lá”, diz Arie Halpern.

No meio desse processo, há projetos bem ambiciosos. As empresas Ambri e Eos Energy Storage planejam  criar a próxima geração de baterias, que, muito além de alimentar celulares e notebooks, alimentará cidades inteiras. O Citibank publicou uma análise em que afirma que os custos de armazenamento dessas baterias, para serem viáveis, devem ficar entre US$ 230/kWh a US$ 150/kWh e que isso só deve acontecer em 2030. A Eos acredita que pode construir ainda nesta década uma bateria com custo de US$ 160/kWh. A empresa já recebeu financiamento de outras companhias, como a AltEnergy LLC, num total de US$ 25 milhões. Para Arie Halpern, a disruptura nas baterias poderá ser uma das etapas essenciais para que a sociedade mude sua forma de lidar com o consumo e armazenamento de energia.

 

 


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