Novas tecnologias estão criando fazendas inteligentes, diz Arie Halpern

Tecnologias disruptivas estão abrindo espaço para as fazendas inteligentes, diz Arie Halpern, economista e empreendedor.

Tecnologias disruptivas estão abrindo espaço para as fazendas inteligentes, diz Arie Halpern, economista e empreendedor.

Ficou para trás, há muito tempo, a ideia de um mundo rural identificado com o atraso. O campo e a produção agropecuária viveram seguidas revoluções tecnológicas nas últimas décadas, começando pela mecanização, sistemas avançados de irrigação e indo até o emprego de processos de modificação genética de sementes, imagens de satélite para controle do solo. Nos anos mais recentes, somam-se a esse arsenal as facilidades propiciadas pela mobilidade e pela conectividade, o uso de drones e tratores autônomos, entre outros equipamentos.  Segundo estimativas do BI Intelligence, da Business Insider (), que analisam o avanço global da Internet das Coisas (IoT), o número de dispositivos instalados na agricultura deve saltar de 30 milhões em 2015 para 75 milhões até 2020. “Estamos assistindo ao processo acelerado de desenvolvimento das fazendas inteligentes”, diz Arie Halpern, economista e empreendedor com foco em inovação e tecnologias disruptivas.

As novas tecnologias alteraram os processos de produção e gestão. O controle de solo, por exemplo, começa a ser feito por robôs, como no sistema desenvolvido pela empresa americana Agri Optics. Os robôs escaneiam o solo para medir a presença de nitrogênio, potássio e fósforo e orientar o produtor sobre onde empregar fertilizantes. Nas granjas, contadores de ovos ajudam o produtor a monitorar a produção individual dos animais. Arie Halpern explica que, com esses contadores, o produtor consegue localizar os problemas e corrigi-los muito rapidamente.

A criação de vacas e porcos também tem adotado inovações. Os robôs ocupam cada vez mais o lugar dos humanos nos processos de ordenha. Como são trabalhos repetitivos e envolvem movimentos simples, os robôs podem fazê-los muito bem e com isso otimizam o processo de coleta de leite. Colares com sensores utilizados nas vacas enviam ao produtor informações que permitem avaliar o bem estar do animal, a quantidade de leite produzido e se ele foi ou não ordenhado.

Na criação de porcos, o emprego de suplemento alimentar é uma novidade que começa a revolucionar velhos conceitos sobre os cuidados com os animais no período crítico, que vai até o desmame. A irlandesa Tonisity, que tem Arie Halpern entre seus fundadores, é a empresa responsável pelo lançamento desse produto, o isotônico Px. De acordo com as pesquisas realizadas, o emprego do Px a partir do segundo dia de vida dos leitões faz com que eles cresçam mais saudáveis e ganhem maior peso. Além disso, contribui para reduzir a mortalidade entre os recém-nascidos de 13% para 7%. “O Px quebra o paradigma de que leitões não gostam de beber água e mostra que mesmo em ambientes rurais há espaço para a disruptura”, comenta Arie Halpern.


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