Arie Halpern: novas tecnologias a serviço do leitor

inteligencia artificial

A troca de informações pelo mundo inteiro é frequente por causa das notícias disseminadas 24 horas por dia. O tempo se tornou escasso para a leitura de tudo o que interessa às pessoas. O excesso de conteúdos e a facilidade de salvar arquivos e depois esquecê-los motivaram veículos internacionais de grande circulação a incorporar ferramentas digitais para otimizar e tornar mais leves leituras de reportagens longas.

O jornal “The Washington Post”, após um ano e meio de pesquisas, desenvolveu ferramentas que facilitam a leitura de notícias, tanto por computador quanto por mobile. O jornal dividiu as reportagens mais longas em “partes”, cada uma com títulos próprios, e criou uma marcação de página digital. Os leitores cadastram seus e-mails e recebem um link que permite retornar ao ponto do conteúdo em que interromperam a leitura. Se o leitor ficar inativo por mais de cinco minutos, uma notificação de pop up aparece sugerindo gravar a marcação. A diretora de arte gráfica do jornal, Kat Downs, diz que a ideia é as pessoas lerem as reportagens no período de maior conveniência para elas.

A revista “The New Yorker” também lançou, ano passado, uma ferramenta que tenta “adivinhar” em qual momento o link da reportagem será fechado, com base no ato do leitor de voltar para o topo da página. Também com a opção de cadastro de e-mail, os leitores recebem links da reportagem com a marcação do ponto em que interromperam a leitura. A diferença é que, nesse caso, pode-se escolher se o e-mail chega na hora ou após três dias.

A publicação “Snow Fall” é um exemplo de ferramenta de engajamento que o jornal “The New York Times” desenvolveu. A reportagem multimídia combina elementos diferentes, como imagens em movimento, vídeos, fotos, gráficos e animações, para tornar a narrativa ainda mais imersiva e atrativa.

O ano de 2015 foi um ano significativo em relação ao uso de aplicativos. O Periscope, Meerkat e SnapChat podem ser utilizados para transmissão de vídeos ao vivo. Veículos como CNN, “The Wall Street Journal” e “Cosmopolitan” já se inseriram como usuários nesses meios de comunicação.

As gerações se inteiram de maneiras distintas e as tecnologias se aprimoram todos os dias. Os veículos se adaptam customizando e adicionando ganchos que facilitam e resultam em maneiras diferentes e suaves de se ler os conteúdos. É a tecnologia a serviço da comunicação.


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