Novo perfil de usuários está mudando a forma de consumo de energia, diz Arie Halpern

 

Consumidores estão usando tecnologia para mudar seu relacionamento com a energia, diz Arie Halpern

Consumidores estão usando tecnologia para mudar seu relacionamento com a energia, diz Arie Halpern

Na esteira do crescimento do mercado de produtos tecnológicos direcionados para a produção e o controle de consumo de energia está sendo criada uma nova geração de consumidores, muito mais exigentes e interessados em tudo que diz respeito ao mundo digital. O novo perfil de consumidores de energia foi traçado por uma pesquisa publicada pela Accenture. “Com as inovações tecnológicas, os consumidores estão tendo a possibilidade de mudar seu relacionamento com a energia”, diz Arie Halpern, economista e empreendedor com foco em inovação e tecnologias disruptivas. Apoiados por essas inovações, os consumidores estão tendo a chance de exigir mudanças junto ao mercado.

A pesquisa desenvolvida pela Accenture, chamada de “The New Energy Consumer: Thriving in the Energy Ecosystem”, entrevistou 10 mil pessoas em 17 países. Entre os principais influenciados dessas mudanças estão os millennials, como são chamados aqueles que nasceram entre 1980 e 2000. Foram apontadas quatro tendências. A primeira é a exigência por serviços rápidos e simples, disponíveis a qualquer hora. Os consumidores também exigem que as empresas se adaptem a seu estilo de vida, respondendo a expectativas pessoais. Além disso, eles buscam experiências significativas. Por último, os consumidores querem partilhar suas experiências e produtos, como uma comunidade.

O compartilhamento de serviços no setor de energia está crescendo porque a tecnologia agora permite a geração de energia em casa. Apesar de a possibilidade de um indivíduo produzir energia solar ou eólica por conta própria já existir há anos, os avanços mais recentes baratearam o custo. Um exemplo é a telha solar da Tesla, que custa menos do que alguns tipos de telhados normais.

Com ajuda da tecnologia passou a ser possível gerenciar e controlar os gastos de energia de uma forma completamente disruptiva por meio da internet das coisas (“IoT” ou “Internet of Things”, em inglês). Adotada principalmente pelas grandes empresas, a IoT consegue reduzir os gastos com energia entre 60% e 70%. Sensores e redes inteligentes conectadas a um sistema de internet das coisas permitem que a distribuição do insumo seja controlada em tempo real, além de manter um histórico dos padrões de consumo. Dessa forma, os consumidores conseguem economizar energia. Além disso, empresas e até mesmo cidades podem usar o sistema para minimizar os problemas de falhas de energia, pois a própria rede é capaz de emitir alertas. Conhecer os dados sobre o consumo de energia e entender o seu funcionamento só é possível por causa da transparência de informações, uma característica própria desse novo tipo de consumidor.

“Os consumidores mais jovens se envolvem de forma mais profunda com os serviços oferecidos, exigindo maior atenção por parte das empresas que quiserem dialogar com esse grupo”, diz Arie Halpern.


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