O desafio das empresas de identificar processos disruptivos, segundo Arie Halpern

Empresas precisam ficar atentas aos processos disruptivos, segundo Arie Halpern

Empresas precisam ficar atentas aos processos disruptivos, segundo Arie Halpern

Com as mudanças se sucedendo numa velocidade jamais vista, empreendedores e executivos precisam ficar atentos às tendências tecnológicas, potenciais inovações, novos conceitos e metodologia para garantir a sustentabilidade de seus negócios . Para saber como o processo disruptivo digital está redefinindo a face da indústria o Global Center for Digital Transformation, uma iniciativa da Cisco e da IMD,  realizou uma pesquisa com 941 líderes empresariais do mundo todo representando 12 indústrias. O resultado revela que, apesar de 75% dos executivos enxergarem a disruptura como uma forma de progresso, 40% do total avaliam que suas empresas podem desaparecer do mercado nos próximos cinco anos. Embora o risco elevado de desaparecimento de empresas apontado pelos entrevistados, os processos disruptivos, segundo Arie Halpern, economista e empreendedor com foco em inovações e tecnologias disruptivas, são irreversíveis e necessários para fortalecer as corporações.

Para Arie Halpern, as companhias precisam estar preparadas para absorver e incorporar esses novos conhecimentos, atualizando-se tecnologicamente. Os processos, ou inovações, disruptivos podem ser definidos como uma tecnologia que substitui outra já estabelecida e sacode o mercado. Um bom exemplo foi quando Steve Jobs decidiu retirar o teclado dos celulares, substituindo-os  por telas capazes de obedecer a comandos. Essa inovação transformou toda a indústria dos telefones móveis e até mesmo dos computadores pessoais.

Para não ficarem para trás  por oferecerem serviços e produtos obsoletos, as empresas devem prestar atenção principalmente no seu público-alvo. No mundo da quarta Revolução Industrial são os consumidores  que apontam as novas tendências que depois serão aceitas pela maioria. Steve Blanck, empreendedor do Vale do Silício, diz que existem duas estratégias para se manter inovador. A primeira é ter executivos focados em inovação e a segunda estratégia é ter três nichos de atuação: apoio aos modelos de negócio existentes; extensão dos modelos existentes com outros modelos de negócios conhecidos; e foco em novos modelos de negócios. O terceiro foco, em novos modelos de negócios, geralmente é o mais ignorado pelas empresas.

Identificar tecnologias disruptivas também é importante. Segundo Clayton M. Christensen, autor do livro “The Inovator’s Dilemma”, publicado em 1997, existe uma diferença entre “tecnologia disruptiva” e “tecnologia de sustentação”. A última refere-se a melhorias incrementais a uma tecnologia já estabelecida, enquanto a tecnologia disruptiva é primeiramente interessante apenas para uma audiência limitada e depois cria um mercado próprio de uso. “A maior dificuldade das empresas ao lidar com tecnologias verdadeiramente disruptivas é que elas não oferecem retorno financeiro em um primeiro momento”, comenta Arie Halpern.


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