O futuro do entretenimento está na tecnologia de streaming, diz Arie Halpern

Revolução na indústria de entretenimento ocorreu por causa da tecnologia de streaming, diz Arie Halpern

Revolução na indústria de entretenimento ocorreu por causa da tecnologia de streaming, diz Arie Halpern

A distribuição de obras em vídeo e áudio alcançou uma velocidade nunca antes vista, graças ao advento da tecnologia de streaming, diz Arie Halpern, economista e empreendedor com foco em inovação e tecnologias disruptivas.

Os primeiros testes com essa tecnologia foram feitos na década de 1920 por George O. Squier, Major General do exército dos EUA formado pela Universidade John Hopkins. Squier procurava criar um sistema de transmissão e distribuição de sinais por meio de linhas elétricas. Apesar do investimento de Squier, foi apenas com a chegada da internet que o streaming ganhou força suficiente para desbancar a indústria de entretenimento tradicional. No início da popularização da internet, era preciso baixar o arquivo para assistir um filme ou ouvir uma música, agora basta estar conectado. Os serviços de streaming revolucionaram o mercado porque alteraram dramaticamente a maneira como as pessoas e empresas agiam dentro do ramo do entretenimento.

Uma das primeiras empresas a ganhar relevância a ponto de alterar a forma como o conteúdo era consumido foi a californiana Netflix. A empresa criou um novo mercado e agregou valor a ele, ao mesmo tempo em que desequilibrou um mercado antes estável. A Netflix e as outras empresas de streaming tornaram muito mais fácil para o consumidor assistir filmes ou séries, quando e na hora desejada, bastando para isso dar um clique no controle remoto, sem sair do sofá. Com a disseminação do streaming, o Netflix conseguiu desbancar concorrentes de peso, como a maior rede de locadora de filmes e vídeos games do mundo, a Blockbuster. “Essa é uma das características da tecnologia disruptiva: não percebemos quando ela aparece, mas quando vemos ela já está integrada a nossa vida”, diz Arie Halpern.

O streaming é considerado o futuro da indústria de música. Desde que o serviço surgiu, a venda de CDs diminuiu consideravelmente. Em 2014, o Spotify, uma das empresas de streaming de música, anunciou lucro de US$ 1,3 bilhão. As empresas especializadas em streaming viram aumentar em 93% a demanda por esse tipo de serviço no ano passado, elevando para 317 milhões o número de usuários, conforme dados da Variety. Com a queda na venda dos álbuns tradicionais, as gravadoras não têm poupado esforços e recursos para barrar o avanço dos programas de assinatura de streaming e, no geral, têm tido sucesso.

Há ainda o caso de empresas que estão buscando novidades para o mercado de streaming, como a Twitch, um site que permite que os usuários compartilhem vídeos jogando diversos títulos do mercado de games ao vivo para expectadores no mundo inteiro. Lançado em 2011, a plataforma já conta com mais de 45 milhões de usuários, sendo que alguns deles conseguem até mesmo ganhar dinheiro com o conteúdo produzido. O Facebook lançou este ano seu serviço de streaming pessoal. Com ele, o usuário utiliza o celular para gravar suas atividades e pode compartilhá-las por vídeo ao vivo com seus amigos pela rede social.

O lado negativo da expansão desse modelo de negócios é que ele facilita a pirataria de conteúdo, embora essa não seja a única alternativa para ter acesso a filmes e músicas de forma ilegal. Sites ilegais de streaming receberam 73% das 78,5 bilhões de visitas a conteúdos de streaming em 2015, de acordo com informações do Business Insider.


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