O futuro tecnológico de Black Mirror e o nosso

A Netflix lançou este mês a quinta temporada de Black Mirror, considerada uma das séries de maior sucesso da atualidade. Ganhadora de prêmios importantes, a produção de ficção científica apresenta episódios vividos em um futuro tecnologicamente avançado e aborda a relação dos seres humanos com essas tecnologias.

A temporada atual tem três episódios e o primeiro deles é uma grata surpresa para os moradores e para os apaixonados por São Paulo. “Striking Vipers”,o episódio de abertura da temporada, foi praticamente todo gravado na cidade. Embora o nome não seja mencionado em nenhum momento, para quem conhece a “Terra da Garoa”, é possível reconhecer algumas das locações que aparecem na tela, como a Avenida Paulista e o edifício Copan.

Black Mirror é famosa por abordar a forma como interagimos com as inovações tecnológicas. Embora projete uma tecnologia fictícia em grande parte dos seus episódios, a série reflete e também faz pensar sobre o modo como as tecnologias atuais influenciam o nosso cotidiano e nossas relações. A produção, que alterna entre os aspectos positivos e negativos de estarmos cada vez mais conectados e dependentes da tecnologia, lida com o tecnológico sem perder o foco nas relações humanas.

Uma prévia das tecnologias do futuro

Celulares, tablets, hologramas e chamadas de vídeo são apenas algumas das tecnologias inspiradas na ficção. Muitas inovações foram inspiradas por livros e filmes. Clássicos da literatura cyberpunk, como VALIS, de Philip K. Dick, ou Neuromancer, de William Gibson, lançaram conceitos de imersão tecnológica, realidades virtuais e até mesmo o termo “ciberespaço”, largamente utilizado nos dias de hoje. E animações como os Jetsons, da década de 1960, já colocavam em cena os robôs e muitas outras tecnologias de uso doméstico.

Muitas das tecnologias disruptivas que conhecemos hoje foram baseadas em elementos retirados da ficção científica ou universo cinematográfico. Cientistas e desenvolvedores se inspiraram no mundo da ficção para compreender os anseios da sociedade. Vai ser interessante, no futuro, poder olhar para trás e reconhecer algumas das tecnologias apresentadas na série funcionando no mundo real.

Black Mirror traz tecnologias futurísticas que parecem estar longe da nossa capacidade tecnológica no momento, mas que podem servir de estímulo – ou de alerta – para os jovens desenvolvedores e entusiastas da tecnologia.

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