O potencial das tecnologias vestíveis

Wearables

O mercado de wearables vem conquistando cada vez mais espaço nas atividades cotidianas, prometendo revolucionar o nosso dia a dia. Segundo previsões da consultoria Gartner, as vendas mundiais de tecnologias vestíveis em 2016 deverão chegar a US$ 28,7 bilhões, o que representa um avanço de quase 19% em relação ao ano anterior. Apesar do potencial de vendas promissor, há muito ainda a ser feito para que as tecnologias vestíveis transformem de fato a maneira com que a informação é transmitida e captada.  Esse é um mercado que ainda não alcançou todo o seu potencial disruptivo.

Para a maior parte dos consumidores, os wearables são vistos e usados como uma extensão dos smartphones atuais, sendo consultados para facilitar tarefas e alcançar eficiência em diferentes funções. Segundo Steve Mann (que em 1998 cunhou o termo em seu artigo intitulado “Definition of Wearable Computer”), as tecnologias vestíveis podem ser classificadas como gadgets que estão constantemente ajudando o usuário a desempenhar determinadas funções, enquanto ele fica liberado para realizar outras atividades cotidianas.

Talvez o mais conhecido dos wearables até agora seja o Apple Watch, o relógio inteligente da Apple. Segundo a consultoria IDC, o Apple Watch tem aproximadamente 58% do mercado de tecnologias vestíveis. O que não se sabe ainda é se essa adesão à tecnologia está acontecendo por uma evolução natural da Internet das Coisas, ou por modismo.

Até agora, o mercado de esporte é o que mais tem utilizado o potencial dos wearables. Mas o futuro dessa inovação é promissor em vários outros setores. Se exploradas com visão inovadora, as tecnologias vestíveis poderão atuar com mais veemência na área médica, por exemplo. Imagine um acessório capaz de realizar um monitoramento constante de pressão, sem que para isso seja necessário usar as mãos. Ou então, na área de segurança, um colar, broche ou similar com câmera acoplada, que poderá ser utilizado por um policial para passar informações para a central sem que suas mãos fiquem ocupadas. Já na área de ensino, os wearables poderiam transmitir cursos diretamente para dispositivos utilizados nos pulsos, podendo ser ouvidos durante caminhadas, percursos em ônibus, trem, etc… Tudo isso sem ocupar as mãos.

Ainda que não sejam indispensáveis, segundo pesquisas, consumidores já estão dispostos a gastar somas razoáveis para ter essa tecnologia. Muito se tem progredido em relação aos dispositivos vestíveis. Com a sua crescente utilização, em breve presenciaremos a informação sendo transmitida não apenas de forma passiva, mas também ativa.

 


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