Arie Halpern: o que os protestos podem ensinar às empresas

Depois de analisar os movimentos de protesto nos Estados Unidos, a professora Sarah Soule, da Stanford Graduate School of Business, e seu colega Dan Wang, da Columbia Business School, concluíram que eles trazem ensinamentos que podem interessar às empresas. Não sobre bandeiras políticas e reivindicações. Mas sobre inovação.

Divulgado pelo portal Stanford Business, o estudo levou em consideração um banco de dados de aproximadamente 23 mil protestos cobertos pelas reportagens do jornal New York Times, de 1960 a 1995. Entre outras descobertas, Sarah e Dan notaram que quando grupos distintos se unem, as manifestações adotam táticas inovadoras. Citam a propósito o caso dos estudantes da Universidade de Yale que, ao se juntarem aos funcionários do serviço de comida que buscavam sindicalização, os dois grupos organizaram protestos pacíficos e não usuais, atípicos, como bloqueios na distribuição de alimentos e greve de fome. Foi assim que, nesse e em outros casos, os pesquisadores identificaram que, na busca pelo objetivo comum, grupos com características diversificadas são mais propensos a inovar.

Com base nessa reflexão, as pesquisadoras propõem que essa premissa seja levada para o mundo corporativo e adotada por empresas que desejem impulsionar a criatividade. Seguindo esse modelo, as empresas deveriam valorizar, por exemplo, a estruturação de equipes com pessoas que vêm de setores diferentes. A combinação de pensamentos, valores e experiências diferentes, contribui para que as equipes desenvolvam soluções que fogem do senso comum.


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