O que são tecnologias disruptivas?

Você sabia que o site colaborativo multilíngue Wikipedia é um exemplo de tecnologia disruptiva? Ao criar um novo mercado, a página on-line fez com que as enciclopédias se tornassem artigos raros. O termo “tecnologias disruptivas”, que vem de ruptura, caracteriza produtos e serviços que transformam o mercado e, de certa maneira, desestabilizam os concorrentes que antes o dominavam. Outros exemplos conhecidos: os serviços oferecidos pelas marcas Uber, Apple, Netflix e Google, que reinventaram a forma de se locomover, de se ouvir música, de se assistir a um filme e se “buscar” informações na internet.

O vocábulo foi criado por Clayton M. Christensen, professor de Harvard, e apresentado no artigo “Disruptive Technologies: Catching the Wave”. Posteriormente, a expressão ganhou complexidade e maior embasamento teórico no livro “The Innovator’s Solution”. Resultado de um contexto de inovação, essas tecnologias são mais simples, baratas e acessíveis do que as opções disponíveis no mercado, e também são capazes de estabelecer uma nova forma de relacionamento entre o produto ou serviço inovador e o público consumidor.

Sobre o blog

Disruptivas e Conectadas é um blog dedicado aos temas da inovação tecnológica e das tecnologias disruptivas. Ele nasceu do desejo de compartilhar experiências e reflexões sobre mudanças em conceitos de produtos e modelos de negócios que têm redesenhado o mercado. A intenção é contribuir para que bons exemplos sejam conhecidos, instiguem a capacidade de inventar e empreender e se multipliquem.

Sobre Arie Halpern

Arie Halpern liderou, ao longo de sua carreira de mais de 50 anos, uma série de projetos inovadores, sempre motivado pela ideia de identificar oportunidades de negócio onde ninguém mais enxergava. O conhecimento acumulado em construção e gestão de projetos de inovação tecnológica, empreendedorismo e gestão motivacional é o principal ativo de sua carreira.

A partir dessas experiências, aprendeu a usar a criatividade para escapar da chamada posição de zona de conforto e a apostar no novo. Atualmente, pesquisa e investe em tecnologias de inovação em diversas áreas de interesse. Está envolvido no setor de suinocultura, como diretor da empresa irlandesa Tonisity, que desenvolveu uma tecnologia em suplemento alimentar, o PX. O produto que quebra o paradigma mundial de que leitões praticamente não bebem água; engorda a cria em 8% e reduz a mortalidade de porquinhos.