Os brasileiros são bons criadores de gadgets, diz Arie Halpern

A visão criativa dos brasileiros é ótima para criar gadgets, diz Arie Halpern

A visão criativa dos brasileiros é ótima para criar gadgets, diz Arie Halpern

Celulares, smartphones, câmeras, iPods, óculos de realidade virtual, impressoras 3D, drones e diversos outros gadgets, como são chamados esses pequenos aparelhos que vieram para facilitar o nosso dia a dia, já fazem parte da rotina de muitos cidadãos no mundo todo. “Os gadgets são os dispositivos que trazem a tecnologia até nós”, explica Arie Halpern, economista e empreendedor com foco em inovação e tecnologias disruptivas. “O mercado de gadgets cresce exponencialmente, incluindo wereables, smartwatches e óculos de realidade virtual.”

Atualmente, os gadgets são tão importantes para a nossa cultura que o portal da revista “Time” fez uma lista com os 50 mais influentes de todos os tempos. Entre eles, os mais recentes avanços no setor, mas também equipamentos antigos que ficaram para a história,, como o Motorola Dynatac 8000x, o primeiro telefone móvel do mundo; Jerrold Cable Box, a primeira TV a cabo, lançada nos anos 1950; o videogame PlayStation 1; e o Sony Walkman, o primeiro tocador de música portátil. “Hoje em dia, há gadgets para tudo — para acampar, para a cozinha, para estudantes, para o carro”, comenta Arie Halpern. “Isso não significa que todos os novos dispositivos são bons ou realmente funcionais, por isso é importante ficar atento antes de sair comprando qualquer produto.”

Diversos empreendedores focam seus negócios nesse mercado. Os brasileiros são grandes criadores de gadgets, diz Arie Halpern. A partir de plataformas de financiamento coletivo, como Catarse, Kickstarter e Indiegogo, eles conseguem, dentro ou fora do País, usar a criatividade para transformar em realidade projetos inovadores. Um bom exemplo é o Graava, criado por Bruno Gregory. Em 2012, Bruno sofreu um acidente enquanto praticava ciclismo em Berkeley Hills, nos Estados Unidos. O motorista que provocou o acidente foi identificado graças à câmera que estava acoplada na bicicleta.  Bruno, então, desenvolveu a câmera Graava, para a prática de esportes, que grava e edita os vídeos utilizando inteligência artificial. Ela ainda pode ser usada como câmera de vigilância. Outra ideia prática de brasileiros é o Movpak, uma mochila que vira um skate elétrico. Fácil de controlar, chega a até 30 km/h e pesa apenas 7 kg, sendo um ótimo meio de locomoção para quem precisa caminhar até o trabalho ou se valer de transporte público. “Os brasileiros se dão bem nesse mercado por serem criativos e práticos, buscando soluções que sejam acessíveis para o cidadão comum”, explica Arie Halpern.

Os gadgets foram influenciados pela cultura da sustentabilidade, o que deu origem aos chamados “gadgets verdes”, pensados para diminuir os impactos ambientais. “Um bom exemplo de um dispositivo desse tipo é uma TV de LED, que consome 30% menos energia do que uma TV de LDC”, diz Arie Halpern. “Essa é uma boa aposta para os empreendedores, pois sabemos que os consumidores preferem produtos que não agridem o meio ambiente.” O impacto desse nicho de tecnologia é tão grande que Nova York sedia todo ano o Greener Gadgets Design Competition, concurso que premia os melhores designs dos aparelhos ecológicos.

A Consumer Electronic Show, maior feira de tecnologia do mundo, acontece anualmente em janeiro na cidade de Las Vegas. Uma excelente oportunidade para empreendedores se atualizarem sobre as inovações tecnológicas no campo dos gadgets. Um dos dispositivos eletrônicos lançados neste ano é uma câmera térmica que se acopla ao smartphone, chamada Flir One. Ela mostra imagens térmicas que podem ser utilizadas para segurança em construções ou apenas para diversão. Outros dispositivos mostrados na feira são o Energi,  um carregador que completa a carga de dispositivos duas vezes mais rápido do que uma tomada normal, e o  Grobo, um “vaso inteligente” que se conecta ao seu smartphone para lembrá-lo de regar suas plantas.

“O universo dos gadgets é enorme e inclui diversos tipos de tecnologia em uma ferramenta simples e prática que podemos usar sem complicações”, comenta Halpern. “Na próxima década, acredito que esses pequenos aparelhos serão muito mais do que acessórios em nossa vida e que continuarão a mudar a forma com que nos relacionamos com o mundo.”


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