Os drones na cruzada contra o zika vírus

dronenatal

Os drones espionam, fotografam, fazem entregas e, agora, estão ajudando a salvar vidas. No Brasil, que enfrenta uma epidemia de zika vírus associada ao aumento de casos de microcefalia, algumas cidades estão apostando na mobilidade e tecnologia dos drones para reforçar o trabalho de combate ao mosquito Aedes aegypti, o mesmo vetor da dengue. Com uma tecnologia moderna e segura, esses pequenos veículos aéreos controlados remotamente conseguem inspecionar terrenos baldios, imóveis abandonados e caixas d’água sem tampa, identificando e fotografando locais que podem ser criadouros do mosquito, mas onde as equipes de saúde não conseguem alcançar.

A rapidez e a eficiência do trabalho de mapeamento realizado pelos drones são fundamentais para evitar que a epidemia se espalhe ainda mais pelas cidades brasileiras, especialmente com a chegada do verão. Só em 2015, o zika vírus infectou, ao menos, meio milhão de brasileiros, segundo o Ministério da Saúde. É uma corrida contra o tempo e a favor da vida. Por isso, os esforços governamentais estão direcionados para a prevenção, controle e combate.

Os usos e aplicações desse novo método de transportes têm sido cada vez mais explorados para ajudar a salvar e resgatar vidas após a ocorrência de tragédias sociais e/ou naturais. No triste caso de Mariana, em Minas Gerais, em que as barragens se romperam e diversas áreas foram atingidas pela lama, o Corpo de Bombeiros encontrou nos drones uma ajuda indispensável. Os veículos aéreos não tripulados oferecem fotografias mais nítidas e precisas para auxiliar na busca por sobreviventes em áreas de difícil acesso.

Mas não é só por tirar fotos de excelente qualidade que os drones se destacam na aplicação social. No meio deste ano, nos Estados Unidos, dois jovens ficaram ilhados nas correntezas de um rio de Mechanic Falls. Mais do que ajudar no monitoramento, os drones usados pelo Corpo de Bombeiros de Auburn foram responsáveis por entregar coletes salva-vidas. O desfecho teve um final feliz e as aeronaves não tripuladas utilizadas em campo cumpriram com excelência o papel designado. Imagine que eles podem ser usados para entregar suprimentos médicos em áreas de conflitos ou inacessíveis por terra em casos de catástrofes naturais.

Em mais um caso exemplar, os drones também estão sendo utilizados para salvar imigrantes em alto mar. A Migrant Offshore Aid Station – formada por uma família de milionários – tem investido em tecnologia para detectar embarcações de imigrantes em situação de emergência no Mar Mediterrâneo. Com a ajuda dos drones, a entidade privada, que atua desde 2014, conseguiu salvar mais de 3.000 pessoas em risco.
Os usos e aplicações dos drones têm ganhado novas funções, assumindo caráter humanitário, como no caso do combate ao zika vírus no Brasil. É a tecnologia a favor da saúde.

Artigo originalmente publicado no portal Exame.com em 10 de dezembro de 2015.

 


Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *