“Os novos wearables deverão ser naturais como são as roupas”, segundo Arie Halpern

“Os novos wearables deverão ser naturais como são as roupas”, segundo Arie Halpern

A revolução tecnológica abriu espaço para os chamados wearables, produtos tecnológicos “vestíveis”, mas as opções existentes quase se limitam a óculos e relógios de pulso. Essa timidez na aplicação de tecnologias ao vestuário, porém, pode estar perto do fim. Há diversas empresas empenhadas em mudar esse panorama, desde as grandes da tecnologia até startups inovadoras. E os consumidores podem esperar por disrupturas. “Os novos wearables deverão ser naturais como são as roupas” segundo Arie Halpern. O economista e empreendedor com foco em inovação e tecnologias disruptivas explica que a tendência é que esses dispositivos não pareçam tão explicitamente tecnológicos.

Um bom exemplo do que está para acontecer é o trabalho do Google feito em parceria com a marca de roupas Levi’s, o Jacquard Project. O objetivo é transformar tecidos de fibras comuns em materiais condutíveis, aptos a interagir com smartphones e outros equipamentos eletrônicos. Dois anos após a ideia ser apresentada na conferência Google I/O de 2015, o produto ganhou funcionalidades, como, por exemplo, a de permitir que a pessoa fale ao celular sem ter de parar o que está fazendo para tirar o aparelho do bolso. Outra funcionalidade diz mais respeito à moda — por meio de seu núcleo de metal condutor, a cor do tecido pode ser personalizada.

As atividades físicas, claro, também devem ser beneficiadas por novas roupas inteligentes. Os sutiãs da OMSignal, além de incorporarem tecnologia que aumenta o conforto, contribuem para melhorar a performance esportiva. As camisas e blusas da marca ajudam esportistas a rastrear dados importantes, como distância, cadência, ritmo, frequência cardíaca e calorias. Os dados obtidos pelos sensores poderão ser usados para além de análises de performance — para avaliar o bem-estar dos usuários, por meio de medições da respiração, da frequência cardíaca e da tensão muscular. Uma pessoa estressada tem a respiração pesada, a frequência cardiovascular acelerada e o corpo tenso. Um sutiã ou uma camisa inteligente poderá reconhecer essas mudanças e alertar o usuário para a necessidade de uma pausa para relaxar.

A tendência a embarcar tecnologia no vestuário mobiliza mesmo empresas de outros segmentos. A coreana Samsung, por exemplo, já comercializa um cinto que alerta o usuário caso ele ganhe alguns quilos e um terno equipado com botões com NFC (Near Field Communication ou conexão sem fio a curta distância), tecnologia de transmissão de dados que oferece, dentre uma de suas funções, transmitir dados profissionais para celulares. “As possibilidades que a tecnologia traz para as vestimentas vão mudar completamente nosso conceito do vestir”, diz Halpern.


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