Pandemia de Covid-19 consolida opção por tecnologias de pagamento

Para evitar a propagação do novo coronavírus, é fundamental que as pessoas saudáveis evitem ao máximo o contato com aquelas que foram contaminadas, e que podem transmitir a doença mesmo que ainda não apresentem sintomas. Dessa maneira, a medida mais adequada é permanecer em casa, mas, quando não for possível, redobrar as medidas de proteção e os cuidados de higiene. Uma superfície que tenha sido tocada por alguém com a doença, ou que tenha sido atingida por alguma secreção, principalmente gotículas de saliva, pode ter uma carga viral passível de efetuar a transmissão. É por isso que, além de evitarmos beijos, abraços e apertos de mão, de passar álcool nas mãos ou lavá-las, é desejável evitar tocar nos objetos aos quais outras pessoas tiveram acesso.

Assim, uma das medidas recomendadas pelas autoridades de saúde é substituir sempre que possível a troca de moedas e, principalmente, de cédulas de dinheiro por meios eletrônicos. Antes de passar o cartão, e depois de fazê-lo, o ideal é promover uma higienização com substância desinfetante. Mas é ainda melhor, claro, fazer as compras sem sequer tocar no cartão, e essa nova realidade tem impulsionado o mercado de “contactless cards”. Uma recente pesquisa da bandeira de cartões de crédito Mastercard chegou à conclusão de que eles já representam quase a metade das transações feitas no globo. Segundo o estudo, 46% dos usuários trocaram seu cartão tradicional por um que dispensa o contato, sendo que essa proporção sobe para 52% entre os menores de 35 anos.

A maioria absoluta dos entrevistados, 82%, entendem que os cartões sem contato são a maneira mais limpa e segura de pagar, com a vantagem de ser até dez vezes mais rápidos do que outras formas de transação. Além da praticidade, um método que permite aos clientes entrarem e saírem das lojas mais rapidamente pode ser um novo aliado para evitar exposições mais demoradas a ambientes potencialmente contaminados com o novo coronavírus.

Introdução definitiva

“Se no Brasil essa ainda não é uma realidade, devemos saber que o contactless vai chegar para ficar, como muitas das inovações que estão sendo lançadas neste momento de crise”, diz o especialista em tecnologias disruptivas Arie Halpern. “Em muitos casos, tecnologias que estavam prontas precisavam apenas de um impulso para assumir o lugar no dia a dia, e, felizmente, podemos contar com elas para nos adaptar da melhor maneira”, completa Halpern. De fato, a pesquisa parece indicar essa tendência. Segundo os usuários ouvidos, 74% pretendem adotar definitivamente o meio de pagamento sem contato depois que a pandemia de covid-19 tiver arrefecido.

Com informações: OMS; Opas; Mastercard; UOL.