Para Arie Halpern, a telemedicina se tornará sinônimo de qualidade de vida

Para Arie Halpern, a telemedicina se tornará sinônimo de qualidade de vida

Para Arie Halpern, a telemedicina se tornará sinônimo de qualidade de vida

Fazer uma consulta sem se deslocar até um hospital, realizar os exames de sua própria casa e receber uma resposta em tempo real de um médico com seu diagnóstico, além de manter sua ficha médica na nuvem para ser acessada a qualquer momento. Esse é a realidade da telemedicina, ramo da medicina que permite que consultas sejam feitas mesmo o paciente estando a quilômetros de distância do médico. “O conceito de telemedicina teve origem numa invenção de 1924 e era uma forma de se usar tecnologia de ondas de rádio para examinar pacientes a distância”, diz Arie Halpern, economista e empreendedor com foco em inovações e tecnologias disruptivas. “O projeto nunca saiu da prancheta, mas foi a primeira visão de como seria a telemedicina no futuro.”

Com o tempo e à medida em que  essas tecnologias  se materializaram, a área médica  vislumbrou  o potencial disruptivo de r realizar operações à distância, como em casos em que os pacientes vivem em áreas rurais ou de difícil acesso, soldados que estão longe de uma clínica hospitalar que possa atendê-los e até mesmo como forma de descongestionar hospitais e prontos-socorros.

“A telemedicina pegou carona nos avanços tecnológicos e cresceu rapidamente, aumentando sua acessibilidade geográfica e financeira”, explica o empreendedor. Apesar de ter sido criada para resolver problemas de distância, para Arie Halpern, a telemedicina de hoje é uma forma de melhorar a qualidade de vida de todas as pessoas, diminuindo o tempo de espera em filas, reduzindo a quantidade de lixo gerada e tratar machucados não letais, mas que precisam de cuidados imediatos. E cada vez mais empresas começam a oferecer consultas pediátricas, odontológicas e dermatológicas.

A adoção de aplicativos de celular estimulou ainda mais o avanço da medicina. Com um simples aparelho é possível tomar os sinais vitais e diagnosticar infecções de ouvido, os níveis de glicose ou medir a pressão arterial, deixando os pacientes recolherem informações médicas necessárias para o diagnóstico de um médico, sem precisar ir até uma clínica. A telemedicina, no entanto, vai muito além do . A Associação Americana de Telemedicina define o setor como o “uso de informações médicas trocadas de um lugar por outro via comunicação eletrônica com o objetivo de melhorar a condição do paciente. Telemedicina inclui uma crescente variedade de aplicações e serviços de vídeo, email, smartphones e ferramentas wireless, assim como outras tecnologias de telecomunicação”.

“Não podemos pensar, no entanto, que a telemedicina é a resposta para todos os nossos problemas”, comenta Arie Halpern. “Como qualquer tecnologia, há prós e contras em relação a ela.” Devido à sua natureza virtual, não é sempre que o atendimento distância  substitui o contato direto com um profissional da saúde. Os motivos são a dificuldade de conseguir as ferramentas necessárias, difícil acesso à internet e outros fatores. Conforme os empreendedores e cientistas forem estudando e aprendendo a contornar essas questões, poderemos tirar cada vez mais vantagem dos processos desse tipo de atendimento.

Um dos usos mais antigos da telemedicina é o das telerradiologia , que permite que sejam feitos exames de raio x e que estes sejam enviados de qualquer lugar para que um radiologista qualificado faça a análise sobre a condição do paciente, já que nem sempre hospitais possuem especialistas na área de plantão. Quando se trata de derrames cerebrais, a telemedicina provou que é capaz de salvar a vida de muita gente. “A vida de uma vítima de derrame depende da velocidade do atendimento e, infelizmente, nem sempre hospitais contam  com médicos de plantão que tenham conhecimento suficiente”, explica Arie Halpern. Mas, com a tecnologia, profissionais podem gerenciar o quadro de um paciente sem gastar o tempo de se deslocar para fazer o atendimento.

Esse modelo de medicina se mostrou eficaz em auxiliar a recuperação de pacientes direto de suas casas. Para pacientes que saíram recentemente da  fase de recuperação em casa é de extrema importância, mas em muitos casos é difícil para oque estão em recuperação se deslocarem até algum ponto de atendimento para fazer o acompanhamento médico. A “telerreabilitação” consegue realizar avaliação cognitiva ou psiquiátrica, sessões de terapia em grupo (conduzidas de uma clínica ou abrigo de idosos, por exemplo), proporcionando àqueles que estão se recuperando recursos e monitoramento remoto. Isso apenas para citar alguns exemplos.

Esse ramo da medicina também é eficiente no tratamento  de casos de diabetes; o melhor monitoramento de pacientes com condições crônicas e o atendimento a crianças com problemas mentais.

É fácil entender, portanto, como a telemedicina é um terreno fértil que impactará drasticamente nosso cotidiano (isso se já não o faz). Melhorando o relacionamento entre médicos e pacientes, mudando a forma com que as pessoas cuidam diretamente de sua própria saúde e acelerando processos, a saúde global parece estar passando para boas mãos digitais.


Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *