Para Arie Halpern, energia é insumo estratégico para economia nas empresas

Para Arie Halpern, energia é insumo estratégico para empresas

Para Arie Halpern, energia é insumo estratégico para empresas

Pequenas e grandes empresas têm uma coisa em comum: todas elas precisam organizar e controlar custos. Assim, é mais fácil saber quais áreas precisam ser otimizadas, que tipo de mudanças devem ser feitas e poupar recursos para investir na própria companhia. Uma forma eficiente de reduzir custos é controlar o consumo de energia, um dos insumos que mais pesam no orçamento. “Saber quando você consome de energia ficou mais fácil, pois a tecnologia oferece ferramentas que permitem fazer esse tipo de cálculo”, comenta Arie Halpern, empreendedor e economista com foco em tecnologias disruptivas e inovações. “As empresas estão vendo a importância de saber como e para onde os gastos com energia vão”.

Em 2015, a multinacional americana Cisco Systems trabalhou junto com um dos fornecedores na Malásia para implantar 1.500 sensores de energia e temperatura para medir o consumo durante o processo de manufatura dos equipamentos. Os sensores são capazes de ler dados de desempenho, dando uma visão detalhada do consumo, o que não era possível anteriormente. Segundo o executivo sênior da cadeia de abastecimento da empresa, John Kern,  o projeto identificou formas de diminuir o custo da energia em 30%, poupando US$ 1 milhão por ano para a empresa. “Nós sempre controlamos os custos de perto, mas não estávamos realm ente medindo o consumo de energia –  não sabíamos o quanto gastávamos”, disse na conferência mundial da Cisco, em 2015. “Através de iniciativas de digitalização como esta temos uma maneira de medir, monitorar e gerenciar o  consumo de energia. É um passo importante já que a energia é normalmente um dos maiores custos.”

Para Arie Halpern, energia é um insumo estratégico e que deve ser muito bem gerenciado. “A importância da energia está relacionada com a economia global, com a geopolítica, com um mundo sustentável”, diz Halpern. Toda a sociedade  acaba se beneficiando com as mudanças disruptivas que possibilitem o maior controle e economia de energia.

Além dos sensores especiais usados pela Cisco, Arie Halpern cita exemplos mais simples que permitem racionalizar o custo, como desligar computadores e laptops quando não estiverem sendo usados. Com isso, é possível economizar até 249.6 kWh para cada computador por ano. Aproveitar o máximo possível a luz natural, trocar as lâmpadas por modelos mais ecológicos e utilizar réguas de tomadas também são procedimentos simples que dão resultados, principalmente para pequenas empresas.

Para as grandes companhias, uma das opções é investir em energias renováveis, principalmente para as que lidam com tecnologia e data centers, em que o insumo é um dos maiores custos de produção. De acordo com uma pesquisa da IDC, empresas de data center têm orçamento médio de US$ 1,2 milhão, dos quais 24% são gastos com energia e cooling. As empresas que mais investem em novas fontes de energias são as de tecnologia de ponta – Google, Apple e Facebook -, além de indústrias como 3M. Elas estão  economizando bilhões de dólares com o uso de energias renováveis. A Dow, fabricante multinaciinal de produtos químicos, conseguiu uma economia de US$ 7 bilhões  desde que começou a emprega energia verde, em 1994.

Apesar do grande avanço de algumas empresas, ainda são poucas as que investem em gerenciamento e controle efetivo da energia consumida. Uma pesquisa da Accenture mostra que apenas uma em cada cinco indústrias dizem usar sensores ou programas para saber sobre seus gastos em energia. “Mesmo devagar, é bom ver que os empresários estão abertos a tomar iniciativas e procurar novos caminhos”, diz Halpern.


Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *