Para Arie Halpern, inovação tecnológica rejuvenesce mercado fitness

Para Arie Halpern, a inovação das tecnologias fitness vai muito além do smartwatch

Para Arie Halpern, a inovação das tecnologias fitness vai muito além do smartwatch

O mercado fitness é um dos que mais tem se beneficiado das inovações disruptivas, com os investidores mostrando crescente interesse em adaptar os dispositivos para as pessoas que gostam de praticar esportes e cuidar da saúde. Um exemplo de tecnologia que faz sucesso são os smartwatches (relógios inteligentes). Estima-se que até 2020, quase metade das vendas desses wearables, as chamadas tecnologias vestíveis, sejam destinadas ao setor fitness.

“O mercado abriu diversas portas nos últimos anos para a indústria da saúde, indo desde aplicativos voltados para o bem estar dos usuários até wearables como o Apple Watch”, diz Arie Halpern, economista e empreendedor com foco em inovação e tecnologias disruptivas. “Agora, o mercado quer ir além dos relógios inteligentes, está empenhado em introduzir outras tecnologias vestíveis ao nosso dia a dia, como pulseiras, anéis e até meias.”

Um dos novos dispositivos, bastante inovador,  é o Levl, que recolhe informações da respiração para dar sugestões de dietas e exercícios. O aparelho foi projetado para detectar traços de acetona na respiração humana. Segundo os desenvolvedores do produto, quando o corpo está queimando gordura para gerar energia, ele entra em um estado chamado cetose. Durante esse processo metabólico, o corpo gera moléculas, os chamados corpos cetônicos, que tem como dos seus componentes a acetona. Exalada na respiração, a acetona funciona como um indicador de queima de gordura. O Levl mede justamente a quantidade exaladas de moléculas de acetona, o que possibilita dimensionar a eficiência de queima de gordura.

Desenvolvido para ser utilizado no tornozelo, como uma pulseira, com a finalidade de melhorar o desempenho dos esportistas, o Sensoria,  é outro dispositivo voltado para o mercado fitness. Utilizando inteligência artificial, o Sensoria é conectado a uma meia especial usada pelo esportista, que é capaz de registrar as partes do pé que fazem contato com o solo e por quanto tempo. Os dados são enviados para o smartphone, com uma análise detalhada das pisadas, como se fosse um treinador virtual.  Para Arie Halpern, inovação do produto se dá pelo uso da inteligência artificial, com dicas para melhorar a performance do atleta em tempo real.

O setor também fez apostas em tecnologias menos relacionadas ao mundo fitness, como a realidade virtual e o streaming, mas que se mostram promissoras. “A realidade virtual é muito associada ao mundo dos games, mas quando aplicada às atividades físicas ela  tem papel motivador”, explica Arie Halpern. O inglês Aaron Puzey é um bom exemplo de como a realidade virtual pode ser estimulante. Ele incorporou óculos de realidade virtual aos treinos de bicicleta aeróbica para dar uma volta pelo Reino Unido. Até o momento, ele já percorreu mais de 1500 quilômetros, mas sem sair de casa.

O mercado de streaming fitness também já marca presença nesse mercado. A personal trainer Anna Kaiser, que já trabalhou com Sarah Jessica Parker, Kelly Ripa e Sofia Vergara, lançou uma assinatura de workouts (treinos) em tempo real por US$ 50 por mês, o que possibilita a qualquer pessoa que tenha condições de desembolsar a quantia fazer os treinos da famosa personal. A iniciativa mostra aos investidores a importância de se pensar fora da caixa, afirma Arie Halpern. “Há muito em comum entre o mercado fitness e as novas tecnologias. O potencial de crescimento nessa área é muito grande, mas é necessário pensar de forma disruptiva”, diz ele.


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