Para Arie Halpern, inteligência artificial é importante na prevenção ao suicídio 

Para Arie Halpern, inteligência artificial é ferramenta de auxílio para prevenção de suicídio.

A nova série da Netflix, “13 Reasons Why”, sobre uma garota que se mata e deixa 13 fitas explicando as razões do seu gesto, abriu uma temporada de polêmicas. O enredo de fato é um prato cheio para a discussão. Ao mesmo tempo, outro fenômeno da blogosfera se juntou a esse para incendiar as redes. Ficamos sabendo da existência de um jogo, chamado Baleia Azul, que desafia os jovens a se ferirem e vai ao extremo de incitá-los ao suicídio. Os recursos da internet transformaram essas questões em problemas globais. Um desafio que está colocado para a sociedade é como lidar com essas situações. Para o economista e empreendedor com foco em inovação e tecnologias disruptivas Arie Halpern, inteligência artificial é importante na prevenção de situações como essas.

“A inteligência artificial oferece a possibilidade de identificar tendências comportamentais, como essa do jogo Baleia Azul, e disparar alertas para prevenir a sociedade como um todo e as comunidades”, afirma Arie Halpern. “A questão é como fazer isso preservando a privacidade das pessoas.”

Um exemplo nesse sentido vem do criador do Facebook, Mark Zuckerberg, que tem implantado experimentos para que as pessoas que participam da rede de relacionamento possam agir. Uma das ideias já colocadas em prática é possibilitar ao usuário notificar o Facebook se um amigo parecer estar em dificuldades. A rede social então oferece opções, como conversar com um amigo, entrar em contato com uma linha de apoio ou algumas dicas para relaxar e se distrair.

Outra ideia, esta de implantação  mais complicada, é estender esse monitoramento ao que é transmitido também em vídeo. Há meios na rede social que identificam, por exemplo, nudez durante transmissões ao vivo. Uma pessoa segurando uma arma também pode ser reconhecida através da inteligência artificial implantada.

O Facebook não é o único a utilizar a inteligência artificial para identificar situações de abuso e agressão. No final de fevereiro, o Google lançou seu sistema de IA de caça a trolls. Desenvolvido pelo Google Jigsaw, o código chamado de Perspective, analisa posts on-line e identifica o significado de mensagens enviadas. O Instagram, de propriedade do Facebook, também introduziu recentemente ferramentas de apoio.

A tecnologia pode ser de grande ajuda para a sociedade lidar com esses problemas, principalmente no plano macro, global. Tão ou mais importante, porém, são ações no plano local, a começar pelo ambiente doméstico. Não se trata de reprimir os jovens (o que pode surtir o efeito contrário), mas de estar presente na vida deles, manter os canais de diálogo e, caso o problema se mostre mais complexo, saber buscar o apoio de especialistas.

“Há muita coisa que pode ser feita no plano macro, global, e não só os tecnólogos têm de ser mobilizados, mas também educadores, psicólogos e autoridades. Eles têm de estar atentos ao que acontece na rede para não serem pegos de surpresa e devem discutir formas de esclarecimento e orientação, principalmente dos jovens”, conclui Arie.


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