Paraplégicos recuperam sensibilidade com ajuda de robô

Exoesqueleto ajuda paraplégicos a recuperar movimentos (Imagem: AASDAP)

Exoesqueleto ajuda paraplégicos a recuperar movimentos (Imagem: AASDAP)

Com a ajuda de um exoesqueleto robótico, oito pacientes paraplégicos conseguiram recuperar um pouco das sensações e movimentos de suas pernas após um ano participando de um programa cujo objetivo era ensiná-los a se locomover com o equipamento. Segundo o portal da BBC, o resultado surpreendeu mesmo os pesquisadores do projeto.

O treinamento incluía controlar pernas de um avatar virtual por meio de um capacete especial capaz de ler os impulsos elétricos dos neurônios. O estágio seguinte consistia em utilizar a mesma técnica no exoesqueleto. Os pesquisadores acreditam que o tratamento está acordando o controle do cérebro sobre os nervos sobreviventes das espinhas dos paraplégicos. Os resultados do estudo foram publicados na revista científica “Scientific Reports”.

Os oito pacientes do estudo ficaram paralíticos entre 3 e 13 anos antes de o programa de reabilitação começar. Casos como esses são os mais difíceis de tratar. “Se você é diagnosticado com uma lesão completa e depois de 18 meses não mostra nenhuma melhora, as chances de recuperar a sensação motora ou a capacidade motora abaixo do nível da lesão vão para zero”, diz o neurologista Miguel Nicolelis, brasileiro, professor da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, e responsável pelo estudo. Ele e seus colegas realizaram testes a cada três meses e viram avanço no controle muscular dos pacientes. “Quando os tocávamos com um pino, eles sentiam algo que não conseguiam sentir antes. Também experimentaram um avanço visceral significativo. Isso significa que eles desenvolveram melhores funções do intestino e da bexiga – pontos muito críticos para esses pacientes”, explica o neurologista.

Outros especialistas de reparação espinhal disseram que não era claro qual parte do treinamento foi responsável pela melhoria, mas que o grau de recuperação foi impressionante em comparação com muitas outras estratégias de reabilitação.


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