Pele artificial em capa de celular reage a comandos de toque

Uma equipe de pesquisadores da Telecom Paris construiu um protótipo de capa de telefone que imita a pele humana. O material reage ao toque, por meio de dispositivos sensíveis que transmitem os comandos para o aparelho. É possível por exemplo fazer cócegas na parte de trás do equipamento, de forma que ele emita um emoji risonho. Ou, então, dar-lhe um beliscão para que ele entenda que deverá transmitir uma expressão de raiva, por exemplo. Aumentar o zoom da tela e outros comandos também são feitos com “carinhos” especiais. A novidade foi divulgada durante a ACM Symposium on User Interface Software and Technology, feira especializada em tecnologia que acaba de ocorrer em New Orleans, nos Estados Unidos.

​De acordo com os desenvolvedores, o principal objetivo foi tornar a experiência de interação mais próxima daquela que sentimos por um contato humano, e, assim, superar uma relação de “interface fria” que eles consideram haver nos equipamentos atuais. Também pode ser usado no futuro para interagir com avatares, tornando os jogos ou mesmo o contato à distância entre humanos muito mais realista.

​A pele consiste em duas formas diferentes de camadas de silicone e eletrodos conectados a um controlador de hardware. A principal dificuldade inicial foi desenvolver um material que fosse ao mesmo tempo elástico e que pudesse detectar o toque. Resolvida essa equação, os pesquisadores tiveram que desenvolver pigmentos igualmente sensíveis que melhorassem a aparência do equipamento.

​“Uma das tendências globais para o desenvolvimento de novos gadgets é a pesquisa em melhorias da interface, e, embora não seja possível ainda cravar que as capas de celular em forma de pele serão um sucesso, elas compartilham essa direção”, diz o especialista em tecnologias disruptivas Arie Halpern.

Repulsa e atração

​A equipe garante que ainda não tem planos para comercializar o invento. Mas, se um dia isso ocorrer, ele seria economicamente viável para a produção em larga escala, custando algo próximo a R$ 30 por unidade. Por hora, a empresa está sondando a reação dos consumidores nas redes sociais, que variam entre aqueles que dizem ficar assustados com o realismo da imitação do toque da pele humana e outros que garantem ter adorado a novidade.