Pesquisadores criam robô que nada e “respira” como um peixe

Divulgação MIT

Pesquisadores do Instituto de Tecnlogia de Massachusetts (MIT) descobriram que a melhor maneira de estudar a vida marinha é imitando-a. Após mais de 4 anos de trabalho, eles desenvolveram um robô com estrutura corporal semelhante a de um peixe para obter imagens exclusivas do fundo do oceano sem interferir na vida aquática. A criação, chamada de Soft Robotic Fish –  e apelidada de SoFi – tem a aparência exata de um pequeno peixe de 18,5 centímetros de comprimento do focinho à cauda e pesa cerca de 3,5 quilos.

Apesar de pequeno, SoFi pode realizar mergulhos de até 60 metros debaixo d’água e possui baterias suficientes para cerca de 40 minutos de exploração ininterrupta. Dotado de câmeras de alta resolução capazes de gravar por várias horas, o robô realiza filmagens do fundo do oceano para que os cientistas possam compreender melhor a vida marítima.

Segundo um dos idealizadores do projeto, o fato mais curioso é que SoFi não causa estranheza aos outros peixes. É importantíssimo para o estudo da vida marinha e do cotidiano das espécies subaquáticas que o trabalho de pesquisa e acompanhamento não provoque estresse ou comportamentos fora do normal.

O peixe robótico se movimenta por meio de sua cauda, copiando a movimentação de outros animais marinhos e bombeia a água através de seu corpo, como se possuísse guelras. Ele é programado para nadar sozinho, mas também pode ser totalmente controlado por meio de um joystick.

Até o momento, a criação do MIT é o robô mais completo e avançado já desenvolvido para a exploração marítima. Para projetá-lo, os pesquisadores basearam-se principalmente nas características físicas do atum.


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