Poluição: o desafio é conciliar a produção industrial com a diminuição de poluentes na atmosfera, diz Arie Halpern

“O desafio dos países industrializados é conciliar a produção industrial com a gradual diminuição da emissão de poluentes na atmosfera”, diz Arie Halpern

“O desafio dos países industrializados é conciliar a produção industrial com a gradual diminuição da emissão de poluentes na atmosfera”, diz Arie Halpern

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que a poluição atmosférica é responsável pela morte de sete milhões de pessoas por ano, confirmando-a como maior risco ambiental para a saúde humana. O estudo mostra ainda que 92% da população global estão exposta a níveis elevados de poluição.  Esse cenário preocupante exige ações concretas das grandes potências. “O desafio dos países industrializados é conciliar a produção industrial com a gradual diminuição da emissão de poluentes na atmosfera”, diz Arie Halpern, economista e empreendedor com foco em inovação e tecnologias disruptivas.

“As soluções precisam ser significativas, sobretudo nos grandes centros urbanos, e devem ser cuidadosamente monitoradas para que não gerem mais poluição”, completa Arie Halpern.

Arie Halpern comenta que, apesar de a maioria dos países recorrer a soluções restritivas, a tecnologia pode ser uma grande aliada para resolver o problema mundial da poluição, mantendo-se os mesmos níveis de produção.

Um exemplo, diz ele, é a China, onde há uma grande preocupação em manter a indústria a todo vapor. “O governo tem investido pesado em purificadores de ar em regiões de lazer, como parques e praças”, informa, acrescentando que, na capital Pequim encontra-se o maior purificador de ar do mundo, capaz de purificar até 30.000 metros cúbicos de ar a cada hora. A invenção também é ecologicamente correta, pois, segundo seu inventor – Daan Roosegaard – usa tanto eletricidade quanto uma chaleira elétrica.

Outro plano audacioso dos chineses é a construção de “florestas verticais”:
um projeto de duas torres habitáveis na cidade de Nanquim, cobertas por plantas e árvores. O conjunto composto por 600 árvores grandes, 500 árvores médias e mais 2.500 plantas será capaz de produzir 60 quilos de oxigênio por dia com o consumo de dióxido de carbono das redondezas. Construções similares já existem em Milão (Itália) e Lausanne (Suíça).

A China oferece um exemplo de como a tecnologia pode minimizar o impacto das emissões de carbono e material particulado de países industrializados, mas a maioria das nações ainda recorre a soluções restritivas. Em Paris, foi introduzido um banimento emergencial para carros nos dias de poluição excessiva. Quando a qualidade do ar está em estado crítico, um rodizio emergencial veta o acesso de metade dos carros ao centro da cidade. Em dezembro do ano passado, o banimento durou três dias seguidos e a prefeitura articulou esquemas com bicicletas e ônibus elétricos gratuitos para a população.

Outras cidades europeias também enxergam os carros como um dos principais vilões da atmosfera. Em Barcelona, o prefeito Ada Colau anunciou que vai diminuir o espaço circulável de carros em até 60%.
Na Índia, o uso de plástico foi totalmente banido da capital Nova Delhi, após a constatação de que o país era responsável por 60% de todo o plástico jogado ilegalmente no Oceano.

“As grandes potências reconheceram seu papel na escalada do aquecimento global e no aumento da poluição nas últimas décadas. Por conta disso, encontros anuais como a Conferência do Clima discutem ações para minimizar esse impacto e contam com a promessa dos grandes líderes mundiais para frear uma eminente catástrofe climática”, diz Arie Halpern.


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