Quatro projetos disruptivos de energia renovável, por Arie Halpern

Quatro projetos disruptivos de energia renovável, por Arie Halpern

Quatro projetos disruptivos de energia renovável, por Arie Halpern

Com a crescente demanda por fontes de energia renovável e redução do consumo de combustíveis fósseis, os sistemas energéticos globais estão passando por um processo disruptivo, melhorando a gestão e a eficiência energética. É um movimento tão grande que, em 2011, nos Estados Unidos, o consumo de energias oriundas de fontes renováveis superou o de energia nuclear. Diversas empresas e universidades trabalham para ampliar as possibilidades da energia limpa e tornar o uso do insumo cada vez mais acessível para a população. Veja alguns desses projetos de energia renovável, por Arie Halpern, economista e empreendedor especialista em inovações e tecnologias disruptivas.

Biogás da cana de açúcar
Grande produtora de cana de açúcar, com uma plantação de 380 mil hectares, que produz até US$ 2 bilhões por ano, a Austrália gera uma grande quantidade de resíduo de cana de açúcar que é utilizada na lavoura. Para mudar isso, a Agência Australiana de Energia Renovável (Arena), investiu US$ 2,1 milhões para transformar os resíduos das plantações em combustíveis renováveis para uso na agricultura e transporte. A ideia é resgatar o lixo e o bagaço da cana e convertê-los em biogás através de um processo chamado digestão anaeróbica. O passo seguinte é transformar o biogás em biometano para ser usado em motores a diesel. “Colocar esse projeto em prática pode reduzir a emissão de gases de efeito estufa na produção de cana em até 80kg de CO2 por tonelada produzida”, explica Halpern. “Esse é um exemplo ótimo de como é possível encontrar soluções viáveis para o seu negócio sem ter que procurar muito longe.”

Smart grids
Não é só a forma de geração de energia que está mudando. A maneira como ela é gerenciada vai muito além de apenas apagar a luz ao sair do quarto. As smart grids são redes inteligentes de energia que utilizam tecnologia digital para gerar uma comunicação de duas vias entre a fornecedora do insumo e seus clientes. A palavra chave das smart grids é ‘eficiência’”, diz Arie Halpern. “Os sensores espalhados através da rede inteligente podem avisar sobre faltas ou excesso de energia na linha e avisar os consumidores sobre seus gastos.” Uma das empresas que tem trabalhado nisso é a Comverse. Ela já entregou cerca de 6 milhões de dispositivos de gestão de energia, envolveu mais de 1,5 milhões de clientes em programas de “demand response” e ganhou o prêmio de produto do ano de 2014.

Lava rápido de painéis solares
Uma startup da Arábia Saudita decidiu buscar uma solução para um problema que aflige os investidores e usuários de energia solar: a poeira que costuma se acumular sobre os painéis solares, principalmente em regiões desérticas, diminuindo em até 60% a capacidade de geração. Para resolver o problema, a empresa saudita criou o NO-water Mechanical Automated Dusting Device (NOMADD), um sistema inteligente e ecológico de limpeza de painéis solares no deserto. “O produto apresentado pela empresa é um tubo com escovas que passa por cima dos painéis, quase com um lava-rápido, mas sem utilizar água”, comenta Arie Halpern. “Outra forma de fazer a limpeza seria contratar pessoas para limpá-los com água e mangueira, mas isso gastaria tempo e dinheiro, além de água.”

Telhas solares para pequenos consumidores
Para aqueles que querem utilizar energia solar em suas casas, mas não possuem espaço para instalação dos painéis, uma solução são as telhas solares da SRS Energy. Cada telha possui um metro de comprimento por meio metro de largura, e 30 telhas instaladas são capazes de gerar 860 kw/h por ano. Essa energia pode ser utilizada na rede doméstica ou armazenada em baterias para ser usada posteriormente. “As telhas são uma aposta interessante para pequenos consumidores de energia, que querem entrar nessa onda sustentável sem ter que arcar com custos muito pesados”, diz Halpern.


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