Realidade virtual abre novo mercado na área de esportes, diz Arie Halpern

Realidade virtual pode mudar a maneira como praticamos e assistimos esportes, diz Arie Halpern

Realidade virtual pode mudar a maneira como praticamos e assistimos esportes, diz Arie Halpern

A realidade virtual alimenta os sentidos com estímulos gerados por computador, criando um número ilimitado de situações que podem ocorrer dentro dos esportes, diz Arie Halpern sobre o potencial dessa tecnologia, que está revolucionando a maneira como treinadores preparam atletas veteranos ou amadores.

Quando bem feita, a simulação por realidade virtual faz com que o jogador se sinta em uma situação real. Ela também é capaz de medir como o corpo se movimenta e replicar essas informações, explica Jeremy Bailenson, um dos criadores da empresa  StriVR Labs, ao lado de Derek Belch. A lista de clientes da empresa inclui times nacionais de basquete, futebol americano e hóquei dos Estados Unidos, além de times de campeonatos universitários.

A mente humana não é capaz de distinguir uma situação real de uma gerada por computador, por isso a realidade virtual é a ferramenta ideal para melhorar habilidades atléticas. No caso da StriVR Labs, utiliza-se imagens gravadas para criar experiências para os jogadores, ao invés de imagens geradas por computador. Isso serve para acelerar o processo de aprendizagem de técnicas e táticas dentro de cada esporte. Pensamos em realidade virtual como uma simulação para jogos de computador, diz Arie Halpern. “Mas seu realismo é tão desenvolvido que o seu uso é uma  experiência completa.”

Aqueles que não praticam, mas gostam de acompanhar atividades esportivas também ganharam seu nicho com a tecnologia. A empresa NextVR arrecadou US$ 80 milhões para transmitir jogos ao vivo em realidade virtual no mundo todo. “A empresa teve o apoio de grandes empresas para arrecadar o dinheiro, como a Time Warner Investments. Isso mostra que o mundo do empreendedorismo vê potencial na tecnologia”, ressalta Arie Halpern. A NextVR também fechou um contrato com o canal de televisão Fox Sports para transmitir os principais campeonatos americanos em realidade virtual.

Para que esse tipo de transmissão seja possível, as emissoras instalam diversas câmeras de 360 graus em pontos chaves de estádios e arenas, deixando o usuário escolher por qual delas quer assistir ao jogo. A transmissão pode ser assistida em aparelhos smartphones ou tablets e o usuário utiliza o dedo para mudar o ângulo da câmera; ou através de capacetes de realidade virtual, que funcionam melhor para a sensação de imersão.

Além dos Estados Unidos, Portugal também tem investido na tecnologia de RV na transmissão de esportes. No ano passado, os fãs do futebol do país assistiram a final da liga nacional entre FC Porto e SL Benfica em uma transmissão VR. Para ver o jogo, era necessário que os usuários possuíssem o headset Samsung Gear VR.

Essas iniciativas mostram como a tecnologia abre portas para possibilidades antes impensáveis. Há, no entanto, alguns obstáculos ao uso dessa tecnologia. O equipamento para assistir transmissões em realidade virtual ainda é caro para a maioria dos fãs de esportes. Um headset de RV custa entre US$ 599 e US$ 799, enquanto um computador com essa tecnologia chega a US$ 1.000. Outro empecilho é que todas as filmagens feitas em realidade virtual são gravadas com a câmera rodando sobre um ponto fixo, o que pode fazer os expectadores perderem interesse nas filmagens depois de algum tempo.


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