Regulamentação: Arie Halpern indica alguns modelos de negócios com drones no Brasil

Arie Halpern indica alguns modelos de negócios que poderão ser feitos com drones no Brasil

 

A regulamentação do mercado de drones no Brasil, anunciada nesta semana pela Agência Nacional da Aviação Civil (Anac), traz mudanças importantes, mas deixa o caminho livre para novas investidas em negócios disruptivos.  “Regulamentar era uma necessidade”, diz o economista e empreendedor com foco em tecnologias disruptivas Arie Halpern. Para ele, os drones, além de divertidos, abrem oportunidades para fazer negócios.

Algumas das regras, é fato, freiam iniciativas. É o caso do Amazon Prime Air. O projeto da Amazon de entregas por meio dos aparelhos voadores fica impossibilitado no Brasil, porque as novas regras proíbem o transporte de mercadorias, animais, pessoas e artigos perigosos (com exceção feita para a agricultura). Mas as possibilidades ainda são muitas.

Abaixo, Arie Halpern indica alguns modelos de negócios com drones no Brasil, a partir da regulamentação do mercado.

Em eventos

Tornou-se proibido pilotar drones em locais públicos fechados, como em eventos esportivos e musicais, exceto se as pessoas – todas elas — autorizarem o sobrevoo acima de suas cabeças. Sem essa autorização, será necessário respeitar uma distância de pelo menos 30 metros do público. A exceção fica por conta de operações de segurança pública. Uma saída para os investidores é, na compra dos ingressos, o público aceitar a condição de os drones poderem sobrevoar a área.

Na propaganda

Foi com a ajuda de um drone que a japonesa NTT DOCOMO desenvolveu um display esférico com oito telas curvas de LED que, ao girarem rapidamente, reproduzem vídeos. A ideia ainda deve ser aperfeiçoada pelos fabricantes, mas mesmo como projeto embrionário é perceptível o potencial dele como veículo de propaganda – algo parecido com as projeções durante as viagens de algumas linhas de metrô no Brasil. Segundo as novas regras, esse tipo de publicidade no Brasil é possível se colocada a uma altura segura do público.

No campo

Se, por um lado, a nova regulamentação coíbe o uso de drones em lugares com multidões, por outro, estimula a utilização pelos produtores rurais. Essa tecnologia deve ser muito explorada na agricultura, principalmente em terrenos não muito grandes. As máquinas voadoras auxiliam, por exemplo, na pulverização de lavouras, função que aviões de pequeno porte costumam exercer, mas com um custo bem maior. Ainda no campo, os drones podem ser aliados na hora de rastrear uma população grande de animais, bem como uma vasta vegetação.

Segurança do trabalho e mineração

Os drones também se prestam a eliminar ou reduzir o risco de um trabalho normalmente executado por humanos. Inspeção em locais de difícil acesso ou com sérios riscos é explorada por eles. Na área da mineração, os mesmos problemas devem virar solução com a ajuda dos aparelhos. Por se tratar de áreas remotas, de difícil acesso, o risco apresentado é praticamente nulo. No Brasil, algumas empresas já fazem este tipo de operação.

Na pesquisa

Na Austrália, drones são usados em pesquisas sobre animais. O aparelho permite que pesquisadores consigam rastrear o deslocamento de espécies marinhas e ajudar na preservação de algumas espécies. Além de ser uma opção mais econômica que o uso de  avião, o registro de imagens é feito com mais qualidade e precisão. Os robôs também podem sobrevoar áreas mais remotas, como ilhas e florestas. No Brasil, esse uso é liberado. A questão principal é o cuidado com a segurança e o bem-estar dos animais.


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