Residências superequipadas com Intenet das Coisas têm opção para reforçar segurança

Internet das Coisas (IoT, como também é conhecida na sigla em inglês) é uma realidade bem mais próxima do que muita gente pode pensar. Por hora, temos nas casas uma série de aparelhos com algum nível de automação e que, em geral, não estão interconectados. Mas, em breve, deverão ser postos para conversar entre si e com outros equipamentos capazes de rede. Um novo limite deve ser suplantado com a chegada no Brasil, possivelmente no ano que vem, da internet em banda 5G. Ela permitirá que diversos equipamentos possam processar dados por meio de conexões ultrarrápidas.

Dentre as vantagens listadas por especialistas, estão melhorias nos sistemas de aquecimento e iluminação, entretenimento e até mesmo geração de energia, que farão as residências mais amigáveis ao meio ambiente. No entanto, um dos problemas que estão sendo apontados refere-se à segurança. “Se hoje temos sistemas que reúnem tradicionais dispositivos fixos, como portas, fechaduras e também os novos gadgets com câmeras de segurança, sensores de movimento e de iluminação, a partir de agora teremos de nos prevenir também com possíveis ataques virtuais”, diz o especialista em tecnologias disruptivas Arie Halpern. No entanto, Halpern entende que não é preciso uma preocupação exagerada, já que a maior parte das tentativas de invasão será dificultada pelos novos sistemas, e elas só estariam de alguma forma franqueadas para um grupo muito menor de indivíduos que porventura tivessem alguma intenção malévola.

De qualquer forma, esta semana uma nova proposta de segurança elaborada por pesquisadores indianos da Universidade Central do Rajastão, em BandarSindri, foi assunto nos círculos de especialistas em IoT. Escrevendo no International Journal of Intelligent Information and Database Systems, eles demonstraram que, além de tornar a vida cotidiana mais prática, é possível implantar ainda a segurança. Os desenvolvedores apresentaram um sistema chamado smartguard, que pode ser implantado numa casa inteligente. O sistema é capaz de detectar comportamentos maliciosos dentro da casa, bem como quaisquer comunicações maliciosas externas.

Abordagem em cluster

Um hacker que consiga invadir a rede de uma casa inteligente poderia facilmente substituir recursos de segurança, como luzes e sistemas de travamento eletrônico. Para reduzir essa possibilidade, uma abordagem baseada em cluster foi usada, de forma a fazer com que os sistemas se monitorem mutuamente, minimizando os pontos vulneráveis que poderiam ser explorados individualmente.

Com informações:  Universidade Central do Rajastão;  “Journal of Intelligent Information and Database Systems”; Abinc; Phys.