Robô de logística “aprende” a selecionar produtos conforme encomendas de clientes

O comércio eletrônico vem crescendo a passos largos em todo o mundo. Só no Brasil, a expectativa é de um incremento de 12% em 2020. As grandes redes varejistas do mundo todo investem cada vez mais em sistemas automatizados de gestão de estoque, logístrica e distribuição para dar conta dos desafios que a nova realidade impõe. Afinal, mesmo com o apoio da mecatrônica, os galpões ainda são espaços intensivos em mão-de-obra.

Mas um equipamento instalado no final da semana passada por uma rede de distribuição nos arredores de Berlim chamou a atenção do mundo – e promoete mudar essa história. O robô da Covariant mostrou-se eficiente em escolher, dentro das caixas do estoque, objetos específicos, de tamanhos variados, e realocá-los de acordo com as encomendas recebidas. Todas as tarefas foram executadas com grande velocidade e sem erros, chamando a atenção de técnicos, especialistas e também de jornais como The New York Times, um dos mais importantes do mundo. A empresa de robótica da Califórnia instalou o gadget, chamadado Obeta, numa planta da Knapp, uma empresa austríaca de tecnologia de logística de armazém, que trabalha em áreas como saúde, têxtil, moda e varejo.

O equipamento é relativamente simples: um braço industrial com garras de sucção e sistema de câmera 2-D. O diferencial está na criação de uma rede neural extensa, baseada em tecnologia de aprendizado. Com ela, a máquina consegue se adaptar ao trabalho com objetos diferentes, o que é fundamental para a eficiência desse tipo de serviço.

“O comércio eletrônico está consolidado, principalmente entre as novas gerações. A imersão tecnológica é inextrincável e os desafios logísticos serão, cada vez mais resolvidos por meio da inovação tecnológica, desde os drones até a Inteligência Artificial.”, explica o o especialista em tecnologias disruptivas Arie Halpern.