Robôs inteligentes trabalham com autonomia no fundo do mar

Uma nova geração de robôs subaquáticos dotados de inteligência artificial está provocando uma revolução em um dos setores com mais perspectivas de crescimento econômico nas próximas décadas.  Cada vez mais são demandados equipamentos capazes de realizar tarefas sofisticadas, como a montagem e o reparo de navios, a construção de pilares, prospecção de petróleo ou de minerais, verificações geológicas, e assim por diante.

“O mundo aquático é hoje uma fronteira econômica importante, e a tecnologia que está sendo desenvolvidas deve provocar um grande salto nas possibilidades de investimento, com segurança e com respeito ao meio ambiente, e, para isso, a inteligência artificial e a robótica têm um grande papel a desempenhar”, diz o especialista em tecnologias diruptivas Arie Halpern.

Spectrum Offshore, uma empresa de pesquisas marítimas britânicas, desenvolveu uma série de tecnologias para aplicar nos parques eólicos offshore, os grandes moinhos para a geração de energia elétrica que foram construídos em plataformas oceânicas naquele país. Curiosamente, os robôs submarinos são usados para evitar um dos maiores pesadelos das equipes: deparar-se com explosivos lançados pela aviação alemã durante a II Guerra Mundial que permaneceram intactos e podem explodir a qualquer momento. Com as informações de prospecção, é possível decidir colocar as turbinas a uma distância segura das bombas detoná-las.

Outra empresa promissora no uso dessas tecnologias é a Rovco, que enfatiza os sistemas de inteligência artificial para equipar naves autônomas. No momento, o setor de desenvolvimento da companhia trabalha com a perspectiva de sistemas capazes de levantar dados no mar de forma a interpretá-los com capacidade própria de avaliação de objetos, interesses e riscos envolvidos. A ideia é que com a coleta de dados em tempo real o robô consiga tomar decisões sem a intervenção humana.

Indústrias automotivas e aeroespacial

Outra frente importante está sendo criada pela empresa Modus, em conjunto com a Universidade de Durham, também do Reino Unido. Os britânicos estão envolvidos nessa disputa pela posição estratégica que as usinas eólicas offshore têm adquirido no país, e também pela exploração do petróleo no Mar do Norte.  A vantagem do sistema desenvolvido pela Modus é que ele já foi testado em empresas automotivas e aeroespaciais com sucesso, e tem se destacado em relação à comunicação com as equipes em terra firme.

Com informações: BBC Tech; Modus; Spectrum Offshore; Rovco, Durham University.