Robôs mais evoluídos entram na órbita das viagens espaciais, diz Arie Halpern

Robôs são grande aposta nas viagens espaciais, diz Arie Halpern

Robôs são grande aposta nas viagens espaciais, diz Arie Halpern

Mesmo com todo o avanço tecnológico as viagens espaciais ainda oferecem inúmeros riscos, especialmente quando é o homem que está em órbita. Com o objetivo de reduzir os riscos e otimizar as viagens, agências  como a NASA estão investindo no desenvolvimento de robôs exploradores e inteligências artificiais capazes de realizar tarefas complexas e perigosas durante as viagens espaciais, diz Arie Halpern, economista e empreendedor com foco em inovação e tecnologias disruptivas.

Vários modelos robóticos já estão sendo utilizados pelas agências espaciais, como os rovers de exploração. Um dos mais famosos é o Curiosity, lançado pela NASA. O veículo espacial pousou na superfície de Marte em 5 de agosto de 2012 e até hoje envia informações importantes sobre o planeta vermelho para os pesquisadores, como amostras de pedras, de ar, além de buscar por vestígios de moléculas orgânicas. A descoberta de água no planeta vermelho foi uma das maiores descobertas feita pelo Curiosity.

A NASA, no entanto, espera ir muito além dos veículos espaciais com o  robô humanoíde Valkyrie, que mede um metro e oitenta de altura, pesa 131kg, a nova aposta da agência americana para o futuro. A ideia é enviar o Valkurie em missões antes dos astronautas, para preparar o terreno e torná-lo seguro, considerando que o robô tem condições de chegar a lugares impossíveis para o homem. Atualmente, o robô se encontra em fase de testes, em parcerias com universidades nos Estados Unidos. “Ter um robô com essa gama de habilidades seria um ponto decisivo para a exploração espacial”, diz Arie Halpern. “Ele seria capaz de coletar amostras, realizar funções médicas, instalar comunicadores e cabos de força e, para os astronautas que estiverem com ele no espaço, sua presença pode ser questão de vida ou morte.”

Nem todos os robôs utilizados nas viagens espaciais precisam ter aparência humanoide, como mostra a série de robôs Canadarm, criada por cientistas canadenses. Usados pela primeira vez em 1981, eles simulam mãos e braços capazes de auxiliar os astronautas em diversas funções, como instalar equipamento ou realizar reparos do lado de fora da nave. O  equipamento é tão preciso que, acionado remotamente, permite pode colocar um carregador na tomada..

No caso da inteligência artificial, a NASA avalia que ela pode tornar os astronautas mais eficientes enquanto estiverem fora da órbita da Terra. Mensagens de rádio enviadas do espaço, mesmo viajando na velocidade da luz, demoram cerca de 11 minutos para chegar à Terra. Em situações de emergência, que podem acontecer a qualquer momento e necessitam de resposta imediata, esses minutos podem ser fatais. Uma inteligência artificial bem programada pode responder em segundos aos problemas dos viajantes, sem ter que esperar o tempo de contato com a Terra. A IA seria útil também para ajudar a reduzir gastos e desperdício de materiais, tanto em viagens com humanos quanto naquelas realizadas apenas por robôs.


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