Robótica conquista setor odontológico, diz Arie Halpern

Tecnologia está melhorando ainda mais setor odontológico, diz Arie Halpern

Tecnologia está melhorando ainda mais setor odontológico, diz Arie Halpern

Os robôs já mostraram sua utilidade em tratamentos e cirurgias médicas. Agora, as máquinas autônomas estão no sorriso das pessoas e sendo usadas em diversos tipos de operações odontológicas. Eles já são utilizados para o treinamento de novos dentistas, criação de impressões digitais e nanobots. “Os robôs conseguem melhor precisão, qualidade e segurança de cada procedimento odontológico”, diz Arie Halpern, economista e empreendedor com foco em inovação e tecnologias disruptivas.

No Japão, estudantes de odontologia se preparam para a carreira com a ajuda do robô Simroid, criado pela Nippon Dental University Hospital. O robô possui a aparência de uma mulher, mas seus dentes falsos são conectados a sensores especiais, que fazem com que o Simroid “reclame de dor” sempre que o dentista encosta em um dos nervos virtuais. O objetivo é que os dentistas aprendam a perceber se o paciente está desconfortável durante os procedimentos e não se focar apenas na parte técnica da profissão.

Antes de cirurgias, é importante também que os profissionais estudem o caso de cada paciente. Para isso, eles contam com guias cirúrgicos criados por impressoras 3D, que permitem que se analise a melhor maneira de realizar os procedimentos necessários, causando o mínimo de desconforto nos pacientes. Essas impressoras estão se tornando responsáveis por criar os novos dentes de alguns dos pacientes, na hora, no consultório do dentista.

Robôs também podem ser presenças reconfortantes em uma ida ao dentista, principalmente para crianças. Como muitas crianças têm medo dos aparelhos utilizados, a presença de um robô ajuda a minimizar o estresse. “Estudos já mostraram que a presença dessas máquinas diminui pela metade a percepção de dor em crianças”, comenta Arie Halpern. Um desses robôs é o MEDi, desenvolvido pela Rx Robot. Alguns consultórios em Nova Jersey, Estados Unidos, já adotaram a prática. Quando pacientes jovens chegam ao local, o MEDi se apresenta e explica os procedimentos que serão realizados, além de explicar às crianças como se comportar na cadeira do dentista.

Outra novidade nesse campo  é a chegada dos nanobots. Na odontologia, esse minúsculos robôs são usados principalmente para a aplicação de anestesias locais. A gengiva do paciente é incutida com uma suspensão coloidal contendo milhões de robôs ativos, com efeito analgésico, que respondem a comandos fornecidos pelo dentista. Ao entrar em contato com a gengiva, esses robôs são capazes de desligar as sensações nervosas do dente. Após o procedimento, o efeito da anestesia é revertido, com as habilidades de sensação dos nervos voltando ao normal. Nanobots ainda podem ser usados para detectar bactérias, vírus e câncer de boca.

Uma startup chamada Neocis quer trazer os robôs ainda mais para o centro dos consultórios odontológicos, com um modelo capaz de realizar implantes de dentes. O modelo não é completamente autônomo, ainda é necessário um ser humano para elaborar o plano de tratamento, mas o robô consegue fazer sugestões baseado em análises de imagens. Para Arie Halpern, a questão é se robôs desse tipo são realmente necessários, já que a taxa de sucesso desse tipo de operação praticada por humanos é de 95%. “Na medicina, os robôs conseguem superar as taxas humanas, mas esse não é o caso aqui. Mesmo assim, tornar a experiência com dentistas mais rápida e menos indolor é um objetivo considerável para todas as novas tecnologias”, diz.

 


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