Serviços de streaming mudaram os hábitos de uma geração

Ninguém mais quer saber de alugar filme na locadora e comprar CDs. Os serviços de streaming mudaram hábitos e costumes, revolucionando a indústria do entretenimento, tendo como apelo os custos mais acessíveis. E quem não se adapta, quebra.

Filmes

Os nascidos antes da década de 90 com certeza se lembram da sensação de passar na locadora no final de semana para alugar um ou mais filmes para toda a família. A rede    norte-americana Blockbuster chegou a ser sinônimo de locadora de filmes e videogames durante a década de 90, presente em mais de 26 países. No auge, a companhia contava com oito mil lojas e mais de 70 milhões de associados. Com o passar dos anos, a rede foi perdendo receita até declarar falência em abril de 2011, quando foi comprada em um leilão pela empresa Dish Network. Hoje, curiosamente, só existe uma loja em funcionamento em todo o mundo, localizada no estado do Oregon, Estados Unidos.

A decadência das locadoras começou com a popularização das empresas de TV a cabo e ganhou tração com os serviços de streaming. A chegada da Netflix foi apenas o golpe final. Agora, as ameaçadas são as próprias empresas de TV a cabo.

Para não perder clientes para plataformas de streaming, a NET lançou uma nova parceria que permite aos clientes acessar a Netflix diretamente do aparelho da NET. Para isso, o usuário também precisa ser cliente da Netflix. É apenas um jeito de integrar a função de streaming ao pacote da TV a cabo, para evitar que o cliente encerre sua conta ao perceber que acessa mais filmes pelo computador do que pela própria NET.

Hoje, existem mais de dez serviços de streaming no mercado, entre eles o popular Netflix, o Amazon Prime, o Youtube e o HBO Go são alguns dos exemplos mais populares. Além dos mais famosos, diversos novos serviços vão aparecendo a cada dia, como o Xilften (Netflix ao contrário), com diversas opções de títulos, de graça.

Música

A chegada dos serviços de streaming atingiu em cheio também o mercado da música. O primeiro  a “desbancar” os CDs foi o Youtube, mas a constante presença de propagandas entre uma música e outra não foi suficiente para que as pessoas se sentissem estimuladas a abandonar de vez seus CDs. Com a chegada do Spotify, tudo mudou.

Quem pensa que o Spotify impactou negativamente a a vida dos artistas por reduzir  a venda de CDs está enganado. O serviço paga aos artistas e é uma forma importante de combater a pirataria – já que os sites de download de música não pagam ninguém. O Spotify e outros serviços de música, inclusive, são os principais responsáveis pelo otimismo na indústria musical para os próximos anos.

 

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