Sistemas de iluminação inteligente reduzem poluição luminosa

Luz excessiva em grandes centros urbanos prejudica a saúde humana e o ambiente

A tecnologia usada em sistemas de iluminação inteligente pode ser uma forma para reduzir os efeitos negativos da iluminação pública em grandes centros urbanos. Pesquisadores alemães, irlandeses e americanos analisaram os níveis de poluição luminosa na cidade de Tucson, no Texas. As fotos feitas pelo satélite Suomi National Polar-orbiting Partnership (NPP) revelaram que a tecnologia de iluminação eficiente adotada no local vem dando resultados: os postes de luz são responsáveis por apenas 20% da luz refletida no céu, causando menos impacto do que os sistemas tradicionais.

Em alguns países, sensores eletrônicos de poluição luminosa vêm sendo usados para medir a claridade no céu durante a noite. “Em um momento em que vários esforços vêm sendo feitos para conter o aquecimento global e seus efeitos em todo o planeta, repensar nossos sistemas de iluminação e buscar soluções para reduzir a poluição luminosa é também uma significativa contribuição”, conclui o especialista em tecnologias disruptivas Arie Halpern.

A poluição luminosa é causada pelo excesso de luz artificial emitida nos grandes centros urbanos. Evidências científicas indicam que ela é prejudicial à saúde humana e ao meio ambiente, interferindo nos níveis de hormônios, e também  impactando os ciclos migratórios e reprodutivos de diversas espécies de animais e plantas. E, de acordo com estudos, essa forma de poluição aumenta em cerca de 2% ao ano no mundo.

Astrônomos deram o alerta

Os efeitos do excesso de iluminação passaram a ganhar atenção na década de 1980, quando astrônomos americanos começaram a se manifestar publicamente sobre a perda de visibilidade e a dificuldade para observar estrelas. Com cada vez mais evidências dos efeitos negativos da luz excessiva, algumas medidas começaram a ser adotadas para conter sua expansão. O governo francês estabeleceu uma política de proteção da escuridão noturna por meio do controle da emissão de luz em espaços abertos.

No Reino Unido, membros do Congresso também estão reivindicando a adoção de políticas para regular o excesso de iluminação. Um relatório elaborado por mais de 170 pesquisadores, juristas, associações de parques nacionais, astrônomos profissionais e amadores, profissionais de iluminação, engenheiros, empresas e membros do governo local e nacional avalia o problema e defende a posição de países como a França e a Coréia do Sul, cujas legislações estabelecem limites quanto ao tipo e a intensidade de iluminação permitida em determinadas áreas.