Spotify patrocina projeto de inclusão feminina no mercado de produção de áudio

Para tentar equalizar melhor a falta de mulheres no mercado de profissionais de áudio, a SoundGirls – organização sem fins lucrativos dedicada a expandir oportunidades para mulheres na música – e o Spotify se uniram para criar um banco de dados inédito que reúne apenas profissionais do sexo feminino. Segundo um levantamento da própria SoundGirls, hoje, apenas 5% das profissionais de áudio são mulheres.

O EQL Directory – como é chamado o projeto – é um cadastro global de profissionais com o objetivo de ampliar as carreiras e realizações de mulheres que trabalham nos bastidores de música e áudio.  O banco aceita o cadastro de qualquer profissional que trabalhe no ramo e também é totalmente democrático, abrangendo profissionais consolidadas e iniciantes.

O público alvo desse banco são empresas interessadas em contratar equipes diversificadas, dando oportunidade às profissionais do sexo feminino. Segundo o Spotify, um dos principais objetivos é desmistificar rumores de que a falta de profissionais mulheres na indústria de produção musical se deve ao fato de que os homens são mais presentes nesse mercado.

“Sabemos que aumentar a equidade para as mulheres nesses campos é um problema complexo a ser resolvido. Temos que trabalhar com grandes parceiros em todo o setor e nos unir para criar soluções e para dar voz às profissionais desse meio”, afirmou Kerry Steib, diretor de impacto social do Spotify ao NewsRoom.

Para Arie Halpern, economista e especialista em tecnologias disruptivas, a ação é bem vinda e mostra como o Spotify tem um caráter disruptivo e atuante. “O app já foi responsável por uma verdadeira revolução no modo como nos relacionamos com a música e com os artistas. Agora, a empresa investe também na quebra de antigos paradigmas, como a desigualdade de gênero, tão presente na indústria musical”, conclui.

 


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