Startup japonesa quer decifrar globo ocular para melhorar realidade virtual

Empresa japonesa busca aperfeiçoar software de realidade virtual (Imagem de divulgação)

Empresa japonesa busca aperfeiçoar software de realidade virtual (Imagem de divulgação)

A startup japonesa Fove, especializada em realidade virtual, quer decifrar o globo ocular dos seres humanos para aprimorar a tecnologia da realidade virtual. A empresa desenvolveu e lançou os primeiros óculos de realidade virtual disponíveis comercialmente equipados com pequenas câmeras de infravermelho para acompanhar o movimento do olho. Ao monitorar o movimento da íris, o aparelho consegue aprimorar o desempenho gráfico e experiência virtual dos usuários enquanto jogam com óculos de realidade virtual.

Ao portal Exame, a fundadora e CEO da Fova Yuka Kojima afirmou que o monitoramento ocular oferece uma experiência mais profunda, pois os olhos revelam uma série de reações e intenções do usuário. “Queremos ser a empresa que resolverá os problemas não solucionados da realidade virtual”, disse ao portal. “O objetivo imediato por enquanto é colocar a maior quantidade possível de headsets nas mãos dos desenvolvedores”.

Para Kojima, o lançamento do dispositivo é a melhor maneira de coletar e analisar os dados. Ela afirma que é essa tecnologia de monitoramento da íris que diferencia seu headset do de outras marcas, como o Oculus da Sony. Ela estima estar dois anos na frente da concorrência. O diferencial da empresa é o software. A startup está tentando acumular uma grande quantidade de dados que os especialistas usarão para melhorar os algoritmos do sistema.

Segundo o portal The Verge, a companhia aceitará pedidos antecipados do produto a partir do dia 2 de novembro, mas não há data ainda de quando eles serão entregues. O preço do headset está previsto como US$ 600.


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