Startup quer tornar corrida espacial acessível com foguete 3D

A startup Rocket Lab lançou no último dia 25 (quinta-feira), na Península de Mahia, na Nova Zelândia, o primeiro foguete espacial feito por impressão 3D. O lançamento de uma aeronave de baixo custo é um marco importante na corrida comercial pelo espaço, além de colocar o país da Oceania como um improvável centro espacial.

Apesar de o voo de três minutos ter sido bem-sucedido, o Eletron não chegou à órbita como era planejado. A empresa ainda planeja mais dois voos para testes antes de começar a realizar lançamentos comerciais.

“Nossa missão com o Eletrón é desenvolver um veículo espacial confiável a ponto de ser fabricado em grande volume”, afirma Peter Beck, fundador da Rocket Lab em comunicado. “Nosso objetivo final é tornar o espaço acessível, levar nossos clientes à órbita e abrir o espaço aos negócios.” Em plena produção, a Rocket Lab pretende fazer mais de 50 lançamentos por ano, mas seu foguete está regulamentado para se lançar ao espaço em até 120 vezes ao ano. No ano passado, os Estados Unidos lançaram 22 foguetes, enquanto houve mais 82 voos de outros países.

A startup baseada nos Estados Unidos e na Nova Zelândia vem desenvolvendo seu foguete nos últimos quatro anos. Além de ter um custo de produção bem mais baixo, o foguete é diferenciado pelo seu tamanho. O Eletrón tem apenas 55 metros de altura, muito menor que os similares Falcon O, da SpaceX, ou o Atlas V, da United Launch Alliance, que ultrapassam os 60 metros.

O projeto para se tornar uma empresa referência em viagens espaciais low cost vai além do desenvolvimento do Eletrón. A Rocket Lab também possui a plataforma de lançamento na Nova Zelândia, em um lugar estratégico e pouco usual para lançamentos espaciais.

A empresa avaliada em mais de 1 bilhão de dólares afirma que já recebeu 148 milhões de dólares em financiamento. Entre os seus clientes, estão a agência espacial NASA, a empresa de imagens da Terra Planet e as startups Spire e Moon Express.


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