Supercomputadores aceleram busca por vacina contra covid-19

Pesquisadores de universidades e de laboratórios governamentais, empresas privadas de saúde e de tecnologia trabalham ininterruptamente em todo o mundo em busca de soluções para prevenir novos contágios e tratar dos pacientes que já foram contaminados pelo novo coronavírus. Recentes notícias alarmantes da China e da Nova Zelândia, que já haviam controlado seus surtos e voltaram a registrar casos, indicam que – embora fundamentais e urgentes – as medidas de isolamento talvez não sejam suficientes para uma vitória definitiva contra a doença, de forma que as esperanças estão colocadas nas vacinas e nos medicamentos.

Para acelerar essas buscas, o poder de cálculo de supercomputadores que antes da pandemia eram destinados a outros fins foi colocado à disposição dos pesquisadores em saúde. “A importância dessa tecnologia é clara na medida em que estamos lidando com um vírus capaz de apresentar mutações aos milhões, e aparecer com outras características, colocando em risco a saúde das pessoas”, explica o especialista em tecnologias disruptivas Arie Halpern. Ainda segundo Halpern, a chave para o sucesso das vacinas está em compreender os pontos de interação química entre o vírus e as células humanas, e ali estabelecer uma estratégia de contenção. “Para analisar essas variáveis, os supercomputadores são nossas melhores ferramentas, e são eles que nos dão as esperanças da descoberta rápida de vacinas eficazes neste momento de crise”, completa.

Um dos maiores computadores já criados está com essa missão, o Summit, da IBM, consegue fazer 200 quatrilhões de cálculos por segundo. Com tal capacidade, ele já encontrou 77 candidatos viáveis a novos medicamentos, analisando milhares de diferentes drogas. Se os cálculos necessários para chegar a essas conclusões tivessem sido feitos por um computador comum, levaria 1 milhão de vezes mais tempo.

 

No Brasil

No Brasil, a Petrobras disponibilizou para os pesquisadores o Santos Dumont, o maior supercomputador da América Latina, sediado no Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), em Petrópolis (RJ), e também o OGBON, instalado em Salvador (BA). O primeiro está entregando às pesquisas de saúde 2 petaflops (o equivalente à capacidade computacional de 2 milhões de laptops), somado a mais 1 petaflop do segundo.

 

Com informações: UOL; Petrobras; Folha de S. Paulo; OMS.