Tecnologia ajuda a popularizar cirurgias à distância em todo o mundo

Esta semana, pela primeira vez na história chinesa, uma cirurgia complexa foi feita de maneira totalmente remota, com o auxílio de tecnologia nacional e conexão 5G. A operação foi realizada por um cirurgião do Primeiro Centro Médico, em Zhejiang, a uma distância de três mil quilômetros do paciente, que sofre com o mal de Parkinson. O procedimento durou três horas e foi um sucesso.

Para a realização da cirurgia, o hospital contou com a ajuda de dois gigantes da tecnologia chinesa: a Huawei e a China Mobile. As duas empresas foram acionadas para auxiliar o hospital com a instalação de equipamentos cirúrgicos e para estabelecer uma conexão segura durante a operação.

O procedimento consistia na implantação de um chip diretamente no cérebro do paciente a fim de realizar uma série de estímulos para reduzir os sintomas do mal de Parkinson, além de monitorar o avanço da doença e traçar um histórico médico completo para melhor tratar a enfermidade.

Esse tipo de procedimento remoto de alta complexidade já é uma realidade em muitos países. No Canadá, por exemplo, o médico Mehran Anvari já realizou mais de 20 cirurgias remotamente, no Hospital St Joseph Hamilton, em Ontario. Entre os procedimentos realizados pelo cirurgião, estão operações de cólon e reparos de hérnia.

Histórico

O nascimento da chamada telecirurgia pode ser creditado à NASA e à corrida espacial. Nos anos 70, a agência espacial americana começou a se preocupar com o bem estar de seus astronautas e iniciou estudos para chegar a uma solução caso algum funcionário alocado no espaço necessitasse de intervenção cirúrgica.

Desde então, a NASA e o exército americano começaram a investir pesado em robôs que pudessem realizar procedimentos de alta precisão com a ajuda de seres humanos. O primeiro teste foi realizado em 2006 com um paciente alocado na estação oceanográfica de Aquarius.

No Brasil, a telecirurgia foi regulamentada apenas no ano passado, conforme estabeleceu a resolução nº 2.227/18. Apesar disso, hospitais de ponta já contam com equipamentos capazes de realizar esse tipo de procedimento.

A popularização desse tipo de procedimento representa uma verdadeira revolução no campo da medicina, uma vez que o transporte de robôs para a realização de cirurgias é mais viável do que o deslocamento de cirurgiões. Também representa uma solução para intervenções cirúrgicas em lugares remotos onde há escassez de médicos.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *