Tecnologia ajuda EUA no combate ao tráfico sexual infantil

Tecnologia ajuda EUA no combate ao tráfico sexual infantil

A divisão de polícia norte-americana encarregada de combater o tráfico de seres humanos ganhou um aliado em suas investigações. Trata-se do Traffic Jam, ferramenta criada pela startup Marinus Analytics que usa a tecnologia de reconhecimento facial – a FaceSearch – para encontrar os envolvidos nesse tipo de crime. Com a ajuda de um gigantesco banco de dados (o chamado Big Data), o sistema facilita o trabalho dos detetives.

Para ser bem sucedido, o FaceSearch utiliza os últimos avanços em inteligência artificial, aprendizagem mecânica, visão computacional, análise preditiva e análise geoespacial – transformando dados grandes em inteligência acionável. Ele permite, por exemplo, que a polícia combine uma foto do rosto de uma criança com anúncios de tráfico sexual na internet. A foto inicial pode ter origem do Facebook ou de outras mídias sociais, como um anúncio de “criança desaparecida”. Nesse caso, a foto é digitalizada e é determinado rapidamente se a vítima em potencial foi anunciada em alguma lugar da web.

“Nossa missão sempre foi inovar para o bem social, e o FaceSearch é um gigantesco salto nesta direção”, diz Emily Kennedy, CEO da Marinus Analytics e criadora do Traffic Jam, no site oficial.

O detetive do departamento da Polícia de Austin, nos Estados Unidos, Tim Hoppock confirma a eficácia da plataforma. “O Marinus Analytics possui o software mais avançado disponível para detetives de tráfico de seres humanos, e acredito que esta tecnologia mudará as investigações no tráfico de seres humanos”.

A ideia de Emily surgiu em 2011, após ela se deparar com inúmeros anúncios on-line de prostituição de menores de idade. A partir daí, ela começou uma busca para achar padrões, com os números de telefone, erros de ortografia e sintaxe.

Segundo pesquisa, o Disque Direitos Humanos dos Estados Unidos para denunciar o comércio sexual ilegal recebeu 22.795 chamadas entre 2007 e 2015, o correspondente a sete casos relatados todos os dias.

“A maioria dos traficantes de sexo nos EUA se disfarça na prostituição, porque querem atrair um público mais amplo, por isso eles tendem a ficar na web”, conta Emily ao portal da ABC.

 


Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *