Tecnologia ajudará pessoas com doenças cardíacas, diz Arie Halpern

Tecnologia pode ajudar a diminuir riscos de doenças cardíacas, diz Arie Halpern

Tecnologia pode ajudar a diminuir riscos de doenças cardíacas, diz Arie Halpern

Doenças cardíacas são um dos maiores problemas de saúde do mundo. A World Health Organization (WHO), organização das Nações Unidas voltada para questões de saúde pública no mundo, estima que, a cada ano, 17,5 milhões de pessoas morram devido a esse tipo de doença, o que representa aproximadamente 30% do total de morte. Dentro dessas mortes por problemas de coração, 80% ocorrem devido a ataques cardíacos. “Infelizmente, ainda não há muito que possamos fazer para diminuir essas taxas, mas, em breve, a tecnologia poderá ajudar pessoas com doenças cardíacas”, diz Arie Halpern, economista e empreendedor com foco em inovação e tecnologias disruptivas.

Cientistas da Universidade de Harvard, em parceria com o Hospital Infantil de Boston, apresentaram este mês uma das tecnologias que poderá auxiliar pessoas com problemas de coração a ter uma vida melhor. Feito de silicone e polímeros, o dispositivo funciona como uma espécie de luva para o coração. Como tem capacidade de se contrair, ajuda o coração doente a bombear a mesma quantidade de sangue que um órgão saudável. Por ser colocado do lado de fora do coração, o dispositivo não entra em contato direto com o sangue, o que evita complicações, como entupimentos nas veias.

Por enquanto, no entanto, o dispositivo foi testado apenas em porcos e deve demorar anos até que os primeiros testes em seres humanos sejam realizados. “Em geral, a medicina está se voltando para a robótica para resolver situações como essa”, diz Arie Halpern. “Com a ajuda desse tipo de dispositivo, os pacientes poderão consumir menos remédios.”

A luva dos cientistas de Harvard não é o único dispositivo capaz de ajudar no controle das doenças cardíacas. Outras tecnologias que já estão disponíveis hoje podem ajudar na prevenção das doenças ou na sua identificação precoce. Uma delas é o ViaScan, uma espécie de “scanner” de corpo inteiro capaz de detectar placas nos vasos sanguíneos que podem levar a doenças cardíacas. O sistema também detecta câncer de pulmão e de cólon utilizando apenas 10% da radiação de uma tomografia computadorizada típica.

Monitorar a saúde de pacientes que já estão sob tratamento é outro ponto necessário. Pesquisadores da Universidade do Texas estão trabalhando em um modelo que possa monitorar as doenças cardíacas. Trata-se de um dispositivo flexível e descartável que consegue monitorar as proteínas que circulam no sangue e identificar quando há alguma mudança que indique a aproximação de um ataque cardíaco.


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