Tecnologia está revolucionando tratamentos de câncer, comenta Arie Halpern

Tecnologias estão ajudando a criar novos tratamentos de câncer, comenta Arie Halpern

Tecnologias estão ajudando a criar novos tratamentos de câncer, comenta Arie Halpern

A luta conta o câncer sempre foi um dos grandes desafios para a medicina.  A cada ano, cerca de 8 milhões de pessoas morrem no mundo vítimas da doença. A boa notícia é que o tratamento e os diagnósticos têm evoluído nos últimos anos com a ajuda da tecnologia. Entre as inovações que têm contribuído para essa evolução estão a nanotecnologia e a manipulação genética, que  estão ajudando a criar novos tipos de tratamentos de câncer, comenta Arie Halpern, economista e empreendedor com foco em inovação e tecnologias disruptivas. Com o desenvolvimento desses tratamentos, será possível reduzir o índice de mortalidade da doença.

Na batalha contra o câncer, pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, decidiram buscar como aliados as bactérias. Os cientistas escolheram um tipo de bactéria inofensiva para o corpo humano para injetar cargas tóxicas direto nas células com tumores. Testado em ratos, o tratamento se mostrou mais eficaz do que qualquer outro utilizado atualmente. “Os cientistas foram muito sagazes. Aproveitaram o fato de que as bactérias naturalmente tendem a se multiplicar em volta de tumores para atacar o centro do problema”, diz Arie Halpern. As bactérias modificadas pelos pesquisadores do MIT ganharam uma espécie de circuito genético interno e podem matar células cancerígenas de três modos diferentes. Um circuito produz uma molécula chamada hemolisina, que destrói células tumorais danificando as membranas celulares, outro produz uma droga que induz a célula a sofrer suicídio programado e o terceiro circuito libera uma proteína que estimula o sistema imunológico do corpo a atacar o tumor.

Outra forma de tratamento em experimentação é por nanodiscos, capazes de interferir diretamente no sistema imunológico do paciente. A pesquisa está sendo desenvolvida por cientistas da Universidade de Michigan, também nos Estados Unidos, que fizeram testes com os nanodiscos para injetar uma vacina especial diretamente no cólon e melanoma de células cancerígenas. Basicamente, o que os pesquisadores fazem é “ensinar” o sistema imunológico quais células devem ser combatidas. Testes feitos em ratos indicam que o corpo é capaz de lembrar das células cancerígenas e combatê-las sozinho, caso elas surjam novamente, sem precisar de uma nova dose do tratamento.

A Índia, um país com aproximadamente 680 mil mortes por câncer a cada ano, decidiu apostar em outra solução tecnológica por meio de uma parceria com a inteligência artificial Watson, criada pela IBM. Um programa com IA, instalado nos computadores dos hospitais indianos, tem condições de analisar grande quantidade de dados, consultando informações sobre o diagnóstico do paciente e possíveis tratamentos com mais rapidez e eficiência do que um médico. O Watson consegue definir que tipo de tratamento funcionará melhor para cada paciente e, desse modo, aumentar as chances de evitar o espalhamento da doença.


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