Tecnologia traz independência para dia a dia de idosos, diz Arie Halpern

Tecnologia pode melhorar saúde e bem-estar de idosos, diz Arie Halpern

Tecnologia pode melhorar saúde e bem-estar de idosos, diz Arie Halpern

A medicina é uma das áreas que mais usufrui dos avanços tecnológicos e tem beneficiado especialmente a população idosa. “A tecnologia tem permitido que as pessoas mais velhas recuperem sua autonomia, sem precisar de ajuda o tempo todo. Há um grande espaço no mercado voltado para idosos”, diz Arie Halpern.

As inovações estão presentes nos equipamentos de diagnóstico, nos equipamentos cirúrgicos que oferecem maior número de procedimentos e de melhor qualidade e nos dispositivos de suporte que possibilitam que os pacientes saiam mais cedo do hospital, podendo ser tratados em casa.

Não é por acaso que esse nicho de mercado vem recebendo investimentos. Estudo do National Institute on Aging, entidade norte-americana que cuida de questões relacionadas ao envelhecimento, revela que 8,5% da população mundial (cerca de 617 milhões), tem acima de 65 anos. A expectativa é que até 2050 esse número chegue a 1,6 bilhão, o equivalente a 17% da população global. Conforme a população vai envelhecendo, aumenta a expectativa de vida e, ao mesmo tempo, há maior interesse no bem-estar dos idosos, diz Arie Halpern.

Um exemplo de como a tecnologia pode contribuir para a independência dos idosos é a colher Liftware, desenvolvida para quem sofre com tremores nas mãos e que não consegue comer sozinho. A colher, útil principalmente para idosos com doença de Parkinson, usa um sistema de sensores que ameniza até 70% da intensidade dos tremores. O sistema fica na ponta do cabo da colher, possibilitando que a pessoa coma sem derrubar comida. Com isso, os  idosos não ficam dependentes de um familiar ou de cuidador para se alimentar.

Outra tendência é o desenvolvimento de robôs-cuidadores, chamados de carebots. Além de ajudar em atividades físicas, eles podem fazer companhia aos pacientes, conversar e até mesmo brincar com eles. Um grupo de pesquisadores de Cingapura está investindo em um robô capaz de reconhecer pessoas e expressões faciais justamente para essa função. No Japão, um dos países com a maior taxa de envelhecimento do mundo, os investimentos na área seguem fortes. O mercado de robôs-cuidadores podem movimentar negócios no valor de US$ 17,4 bilhões até 2020 no Japão. O ASIMO é um desses robôs. Ele tem formato humanoide, para ajudar idosos ou outros pacientes nas tarefas básicas, como pegar comida ou acender e apagar as luzes. “Apostar nos robôs também é uma forma de economizar mão de obra no cuidado com os idosos, sem deixar de cuidar deles devidamente”, comenta Arie Halpern.

A tecnologia tem suprido também outro papel essencial para o bem estar dos idosos: o da comunicação. Diversos dispositivos têm utilizado a internet para facilitar o contato entre as gerações e possibilitar que os mais velhos se comuniquem com os  amigos que vivem longe. Cada vez mais idosos usam Skype e Facebook com essa finalidade. Manter contato com familiares e amigos é essencial para que os idosos preservem, além da saúde física, a saúde mental. Com os olhos da tecnologia voltados para esse nicho da população, a vida dos idosos pode ser mais fácil e segura no futuro.


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