Tecnologia mudará a experiência das pessoas durante as Olimpíadas, segundo Arie Halpern

 Tecnologia mudará a experiência das pessoas durante as Olimpíadas, segundo Arie Halpern


Tecnologia mudará a experiência das pessoas durante as Olimpíadas, segundo Arie Halpern

Mais de 15 mil atletas, disputando 42 modalidades de esportes e 23 modalidades de esportes paraolímpicos, 70 mil voluntários e 25 mil jornalistas do mundo todo é o contingente que circulará pelos campos, quadras e arenas da Rio 2016. Por trás da estrutura montada para fazer dessa uma experiência única para atletas e espectadores, muita tecnologia de ponta. “Haja tecnologia para conectar mais de  5 bilhões de pessoas que assistirão às 170 mil horas de conteúdo produzido”, diz  o economista e empreendedor Arie Halpern, que trabalha com inovações e tecnologias disruptivas. “Para produzir todo esse conteúdo, garantir a segurança dos atletas e dos espectadores, as maiores empresas do mundo trouxeram alguns dos maiores avanços da tecnologia para o País.”

A Cisco, uma das  fornecedoras de soluções tecnológicas para os Jogos de 2016, criou um infográfico para mostrar os números impressionantes por trás do projeto. Ela  estima que 54 milhões de dados de informação serão processados e transmitidos e 9 milhões de ingressos deverão ser validados. Na transmissão de vídeos, estarão 150 emissoras de todo o mundo. Na parte de infraestrutura, o evento contará com 60 toneladas de equipamentos, mais de 30 milhões de módulos de hardware, 5 mil pontos de acesso wi-fi e 177 dispositivos de segurança na rede.

Durante a 31ª edição da Inforuso, realizado em Belo Horizonte para promover o intercâmbio de experiências entre empresas e usuários do setor de tecnologia, cujo tema do painel de abertura foi a tecnologia nos Jogos Olímpicos, o ministro do Esporte, George Hilton, apresentou mais dados sobre a infraestrutura do evento. Segundo ele, foram instaladas 280 milhões de linhas telefônicas, sendo 30% para smartphones e 80 milhões de pessoas presentes ao evento terão equipamento para gravar e enviar vídeos, mensagens de voz e fotos. “O streaming será  a sensação dos Jogos”, diz Arie Halpern. “O que é muito interessante se pensarmos que nas Olimpíadas de Londres 2012 o Snapchat ainda não existia, e o serviço de vídeo por streaming do Facebook é bem recente.”

A tecnologia não estará apenas nos sistemas de segurança e transmissão de dados das Olimpíadas, segundo Arie Halpern, mas em todo lugar, inclusive dentro das arenas e campos. Um exemplo é a tecnologia que será usada no atletismo e na natação para cronometragem e resultados, da  Omega. Contadores de voltas à prova d’água que  atualizam automaticamente a contagem de tempo quando o nadador toca a parede serão utilizados nas provas de natação de 800 metros e 1500 metros. Sensores da Omega também estarão presentes no arqueirismo, para que os espectadores tenham uma visão precisa . Os sensores serão importantes ainda para acompanhar e analisar a saúde dos atletas, pois vão monitorar informações físicas sobre eles.

As inovações nos Jogos Olimpícos vão além dos portões dos campos e arenas. A Visa e o Bradesco fizeram uma parceria para disponibilizar uma pulseira que utiliza o sistema NFC para substituir cartões de crédito. Um anel com a mesma funcionalidade, também da Visa, foi entregue a atletas patrocinados. E, para aqueles que não poderão se deslocar até a cidade maravilhosa para assistir ao evento, a rede de televisão americana NBC transmitirá 85 horas de programação em realidade virtual para quem possui os óculos Gear VR.

“Por meio da tecnologia olímpica, se garantirá que todos os esportistas estejam em pé de igualdade em suas competições, com uma nova forma de realizar testes de doping”, explica Arie Halpern. O Comitê Olímpico anunciou que as amostras de sangue dos atletas serão testadas após o evento. A tecnologia utilizada verificará se os participantes receberam DNA sintético que estimula a produção de eritropoietina, um hormônio que aumenta a produção de hemácias e, consequentemente, melhora a performance.

Outros exemplos: fones de ouvido que enviam sinais elétricos para estimular os músculos dos atletas durante o treino são realidade, assim como a roupa antibacteriana que protege os nadadores de doenças; tênis feitos com impressão 3D; e óculos de sol com tecnologia capaz de deixar detalhes mais nítidos ao filtrar a luz que entra. Se depender da tecnologia, as Olimpíadas do Rio 2016 serão de ponta.


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